Um ataque de pitbull terminou com a morte de um cachorro e ferimentos em um homem na noite de 25 de setembro, em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu durante um passeio familiar e envolve um cão que teria saído de um imóvel com o portão aberto.
Cachorro ficou internado após o ataque
O cachorro atacado era um Chihuahua chamado Apolo, de dois anos. Segundo o registro veterinário, ele chegou a uma clínica por volta das 20h49.
O animal apresentava dor na região do tórax, além de enfisema subcutâneo. Exames também identificaram pneumotórax e pneumomediastino.
A equipe veterinária medicou Apolo e liberou o cachorro após avaliar uma estabilidade clínica inicial. O animal retornou à clínica na manhã seguinte.
Segundo o laudo, Apolo apresentou dificuldade respiratória súbita após receber atendimento. O quadro evoluiu para uma parada cardiorrespiratória.
O documento aponta edema pulmonar agudo relacionado ao trauma provocado pela mordida na região torácica. O cachorro morreu em 26 de setembro.
Tutor também precisou de atendimento médico
O boletim de ocorrência informa que o tutor tentou interromper o ataque para proteger o cachorro. Durante a tentativa, ele também sofreu ferimentos.
O homem recebeu atendimento em um pronto-socorro. Segundo o relato registrado à Polícia Civil, ele recebeu prescrição de antibiótico e orientação para permanecer em observação por dez dias.
A família informou ainda que possuía fotografias dos ferimentos e dos danos causados ao animal. O atendimento veterinário gerou uma despesa de R$ 869, segundo o boletim.
Polícia registrou ocorrência em Mongaguá
A família registrou o caso na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil de São Paulo. O boletim foi classificado como ocorrência de autoria desconhecida.
O registro cita a contravenção prevista no artigo 31 da Lei das Contravenções Penais, relacionada à omissão de cautela na guarda ou condução de animais.
A Prefeitura de Mongaguá informou que não havia recebido comunicação oficial antes do episódio. Após o caso, o tutor procurou a Secretaria de Meio Ambiente.
Segundo a administração municipal, a Guarda Ambiental fará a notificação do responsável pelo pitbull. A Vigilância Sanitária também deve adotar as medidas previstas na legislação.
O que diz a lei sobre pitbull em SP
A legislação paulista estabelece regras específicas para a condução de cães da raça pitbull em locais públicos. A Lei Estadual nº 11.531/2003 determina o uso de coleira e guia e exige condições que impeçam a fuga do animal.
O Decreto Estadual nº 48.533/2004 detalha essas exigências. Em vias públicas, a condução deve usar coleira, guia curta e enforcador. A guia não pode ser extensível e deve ter até dois metros.
Em locais fechados de acesso público, eventos e concentrações públicas, o decreto também determina o uso de focinheira. O texto prevê ainda a possibilidade de comunicação de irregularidades à Vigilância Sanitária.
A Prefeitura informou que a ocorrência segue em apuração. O boletim também registra a morte de Apolo e o encaminhamento do caso para a área responsável pela investigação.




