O prefeito de Santos, Rogério Santos, anunciou seu afastamento do Executivo para tratar um câncer na região cervical, identificado ainda em estágio inicial. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano até 2028, tornando o diagnóstico precoce um fator determinante para o sucesso do tratamento.
Dessa maneira, as previsões do INCA confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de enfermidade e óbito no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares. Mas você sabe o que é o câncer na área cervical e como identificá-lo?
Entenda a patologia
Para esclarecer os riscos, sintomas e tratamentos, o cirurgião oncológico e robótico, Dr. Fernando Yaeda, explicou ao VTV News as particularidades da condição:
“O câncer cervical, neste contexto, refere-se a uma neoplasia que surge na região do pescoço. É fundamental diferenciar esse tipo daquele que atinge o colo do útero — também chamado de cervical —, pois tratam-se de condições completamente distintas”, esclarece o especialista.
Origens e sintomas
O câncer na região do pescoço pode ser primário (quando surge no local, como em linfomas e tumores de partes moles) ou, mais comumente, resultado de metástases de tumores originados em áreas próximas, como cavidade oral, faringe, laringe e esôfago.
Para identificar a doença, é necessário estar atento aos seguintes sinais:
- Dificuldade de alimentação;
- Dor ao engolir ou dor persistente na garganta;
- Feridas na boca que não cicatrizam;
- Dores na cavidade oral (frequentemente confundidas com problemas dentários);
- Surgimento de nódulos ou ínguas no pescoço.

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Fatores de risco
O médico destaca que os principais gatilhos estão relacionados ao estilo de vida, como o consumo excessivo de álcool e tabaco. Além disso, há uma associação crescente com o HPV (Papilomavírus Humano), observado com frequência em pacientes mais jovens com tumores de cabeça e pescoço.
Recomendação: Caso os sintomas persistam por mais de um mês, é imprescindível buscar avaliação médica.
“Alterações como dificuldade para comer, feridas persistentes ou ínguas que não desaparecem são sinais de alerta que exigem investigação imediata”, reforça o Dr. Yaeda.
Diagnóstico e tratamento
Embora o tipo e a localização do tumor sejam determinantes, o diagnóstico precoce eleva significativamente as chances de cura. As abordagens variam entre:
- Cirurgia;
- Quimioterapia;
- Radioterapia (ou a combinação destas).
O médico ressalta que, embora o impacto emocional do diagnóstico seja forte, é preciso combater estigmas. Atualmente, a medicina dispõe de tecnologias sofisticadas e técnicas minimamente invasivas que permitem tratamentos altamente eficazes e com melhor qualidade de vida para o paciente.