Uma forte ventania atingiu o litoral de São Paulo e provocou diversos transtornos ao longo desta quarta-feira (10). Moradores relataram quedas de árvores, falta de energia e objetos sendo derrubados ou arrastados. A Defesa Civil do Estado já havia emitido alerta para o avanço de um ciclone extratropical, que intensificou as rajadas na região.
Em Mongaguá e Santos, na Baixada Santista, a situação foi ainda mais crítica: ventos de mais de 97 km/h, altos índices no litoral. Conforme apurado pelo VTV News, as equipes municipais foram acionadas para atender às ocorrências causadas pela ventania, que afetaram principalmente vias públicas, áreas arborizadas e regiões próximas às orlas.
Segundo a Defesa Civil, o ciclone extratropical começa a perder força a partir desta quinta-feira (11), reduzindo o risco de temporais. Ainda assim, há possibilidade de rajadas isoladas enquanto o sistema se afasta gradualmente. O monitoramento segue em andamento até a completa estabilização do clima. Confira o rastro deixado pela ventania na região.
Santos
Santos registrou rajada máxima de 97,14 km/h às 10h20 de quarta-feira (10). Já na madrugada desta quinta (11), os ventos chegaram a 73,15 km/h. Ao longo do dia, equipes da Prefeitura atenderam a quedas de 18 árvores e quatro galhos, e o trabalho de remoção continua nesta manhã. Não houve novos registros após a estabilização parcial do clima.
No momento, a Defesa Civil monitora uma tubulação suspensa com risco de queda na Rua Arnaldo de Carvalho, na altura do número 152. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) informou que os semáforos que apagaram devido à falta de energia foram restabelecidos às 21h30 de quarta. Agentes atuaram nos cruzamentos para fluir o trânsito.

São Vicente
Já em São Vicente, a Defesa Civil e a Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) atenderam seis ocorrências de queda de árvores, e casos de remoção preventiva. Os atendimentos se concentraram na Rua Guilherme Raposo de Almeida e o Dique do Picarro, na Cidade Náutica, além da Rua Eronildes Menezes Pimentel, no Catiapoã, e da Avenida Alcides de Araújo.
As vias já foram liberadas e o município segue monitorando áreas vulneráveis para atendimento imediato. Em nota, a administração reforçou que situações de emergência devem ser comunicadas diretamente aos órgãos responsáveis: Defesa Civil (199), Corpo de Bombeiros (193), Samu (192), Guarda Civil Municipal (153) e Polícia Militar (190).
Praia Grande
A Prefeitura de Praia Grande informou que, até o momento, não houve registros de ocorrências graves relacionadas às ventanias. Equipes da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb), da Setran e da Defesa Civil seguem nas ruas realizando vistorias e retirando materiais que possam ter sido arrastados pelo vento, além de monitorar áreas mais suscetíveis.
A administração reforça que moradores podem acionar a Defesa Civil pelos telefones 199 e 153 caso identifiquem qualquer problema. O órgão orienta ainda que a população busque abrigo em locais seguros durante rajadas mais intensas e evite permanecer na praia. O monitoramento climático permanece, acompanhando boletins emitidos pela Defesa Civil Estadual.

Mongaguá
Em nota, a administração municipal informou que os ventos fortes atingiram pico de 97,14 km/h às 10h20, provocando uma série de ocorrências na Cidade. A Defesa Civil registrou 17 quedas de árvores em áreas como Centro, Agenor de Campos, Itaóca, Vila Atlântica, Vera Cruz e outras regiões. Não houve novas ocorrências até a manhã desta quinta (11).
Além das quedas de árvores, foram registrados destelhamentos em prédios públicos, incluindo a garagem da Atlântica, o antigo Senai (atual CIF), quadras esportivas e unidades da rede municipal, como o CRAS Agenor e a garagem da Educação, na Pedreira. Também houve queda de refletores na Creche Oceanópolis, danos na cobertura de policarbonato da Creche Atlântica e o tombamento de um poste na Estrada do Poço das Antas.
No Clube Itapoan, a situação exigiu a evacuação do local por segurança. O Morro da Padroeira permanece fechado como medida preventiva, assim como a quadra da Melhor Idade. Equipes municipais seguem nas ruas realizando cortes de árvores, vistoria de estruturas e atendimento às demandas registradas. Não há relatos de feridos em Mongaguá.
Bertioga
Em nota, a Defesa Civil de Bertioga informou que houve queda de árvore em Boraceia e destelhamento da Escola Estadual William Aureli, no Rio da Praia. Não houve vítimas. Mesmo com a redução dos ventos durante a madrugada, as equipes seguem monitorando a cidade e removendo árvores caídas ou com risco, com apoio da Secretaria de Serviços Urbanos.
Peruíbe
A Prefeitura de Peruíbe informou que os fortes ventos registrados nesta quarta mobilizaram equipes da Defesa Civil e da Guarda Civil Municipal (GCM), que atenderam três ocorrências envolvendo risco de queda e queda de árvores em diferentes bairros. Técnicos percorrem a cidade realizando vistorias e tomando medidas necessárias para garantir segurança.
Até o momento, não há registro de feridos. As equipes seguem monitorando as condições climáticas e permanecem de prontidão para novos chamados. Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo 199 ou a GCM pelo 153.

Itanhaém
A Defesa Civil informou que algumas quedas de árvores foram registradas na tarde de quarta-feira (10), sem vítimas. Entre a noite de quarta e a manhã desta quinta (11), não houve novas ocorrências. Ainda conforme informado pela Prefeitura de Itanhaém, a velocidade dos ventos na cidade variou entre 50 e 80 km/h durante o período de maior instabilidade.
Cubatão
A Defesa Civil de Cubatão informou que a medição oficial da velocidade dos ventos é feita pela Base Aérea de Santos e que diversas ocorrências foram registradas na quarta-feira (10). A cidade contabilizou quedas em vários pontos como áreas próximas ao bairro Fabril, unidades escolares, vias da Vila Nova, Água Fria, Parque Fernando Jorge e arredores do Hospital Municipal.
Em alguns locais, galhos atingiram carros estacionados e provocaram danos à fiação elétrica e redes de água, com acionamento imediato da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Outras quedas de galhos e árvores foram registradas ao longo da noite, como na Nossa Senhora da Lapa, Praça Frei Damião, Parque Fernando Jorge, Jardim São Francisco, Jardim Costa e Silva e Vila Nova. Em todos os casos, as vias foram isoladas quando necessário e liberadas após a remoção do material, sem registro de feridos. Equipes da Secretaria de Manutenção e Corpo de Bombeiros trabalharam na poda, retirada dos vegetais e desobstrução das vias.
No Centro, parte de uma marquise desabou na Avenida Nove de Abril, na esquina com a Rua Armando Sales de Oliveira. A calçada foi isolada e a Defesa Civil notificou os responsáveis para providenciar a retirada dos materiais. A região também sofreu com falta de energia entre as quadras da Rua Armando Sales de Oliveira e da Avenida Joaquim Miguel Couto, o que fez com que diversas lojas permanecessem fechadas durante a tarde. A energia na Prefeitura Municipal também foi interrompida, retornando no início da noite.
A cidade ainda registrou danos estruturais adicionais, como a queda de vidros das janelas de um restaurante no Centro, que teve o local isolado para manutenção, o desabamento de parte do muro do Grêmio dos Servidores Municipais na Vila Couto e a queda da cobertura de uma garagem no Jardim Costa e Silva. Todos os pontos foram vistoriados, e os responsáveis foram orientados sobre os reparos necessários.