O Coletivo Circo no Beco está de volta à cena e chega no litoral de SP para apresentar o espetáculo Os Tolos, livremente adaptado a partir do texto “Os Cegos”.
A montagem chega a Mongaguá (SP) neste fim de semana, com apresentações no sábado, dia 30 de agosto, às 15h, na sede da Associação Amigos do Bairro Cavalo Marinho, que fica na Rua Atum, 2163 – Cidade Balneário Marinho; e no domingo, 31 de agosto, às 15h, na Praça Fernando Arens s/n, no Centro.
A adaptação é assinada pela diretora artística Gabi Winter e por André Schulle – que também está no elenco, ao lado dos atores Julia Bertollini, Luiz Felipe Choco e MariadaGloria. O cenário é de Jr. Eliseu, com figurinos de Marian Hernandes, trilha sonora de Danilo Rodrigues e Danielle Siqueira e adereços de Lúcio Maia, também coordenador geral do projeto.
A cegueira da alma é o mote da encenação, que preserva a estrutura dramatúrgica e a moral da história do original, escrito em 1933, mas ainda atual ao se utilizar da metáfora para retratar a condição humana em relação à falta de percepção e discernimento diante dos desafios e realidades da vida.
Para acentuar a relação do texto com o presente, o coletivo utiliza também elementos contemporâneos, especialmente voltados para o público adolescente. Assim, temas como as redes sociais, os web gurus, a busca pela fama, a falta de informação e o compartilhamento de conteúdo muitas vezes irrelevante, apenas pela necessidade em mostrar algo, entre outros, surgem durante a narrativa.
Por se tratar de um espetáculo de rua e que reúne artistas de um coletivo circense, “Os Tolos” também faz uso de recursos como malabares, acrobacias e, principalmente, a palhaçaria como linguagem expressiva, além de dialogar com a cultura do funk e do hip-hop.
O projeto é realizado com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; do Ministério da Cultura e do Governo Federal
Sinopse – Três personagens, totalmente deslocados da realidade, partem em busca de uma terra prometida: Cidade Utópica, a cidade onde tudo é possível. No caminho se perdem e encontram Lamparina, que vive na realidade e lhes indica que estão em busca de nada, de uma cidade que sequer existe e, portanto, deviam ir atrás de algo realmente importante e verdadeiro. Mas o grupo não lhe dá crédito e parte em direção ao desconhecido.