Desde esta quinta-feira (1º), as cidades atendidas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já contam com uma nova tarifa de água e esgoto. Segundo o Governo do Estado, o ajuste de 6,11% não representa um peso extra acima do esperado, pois foca apenas na reposição da inflação.
O valor foi atualizado para acompanhar o índice acumulado entre julho de 2024 e outubro de 2025. Na prática, isso significa que o custo do serviço foi mantido estável em relação ao custo de vida atual.
Privatização
A discussão sobre os valores ocorre após promessas feitas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante o processo de desestatização. Inicialmente, o governador declarou que a tarifa não subiria para a população. Posteriormente, foi explicado que o valor não ultrapassaria um “índice de referência” previsto em contrato. Esse índice funciona como uma simulação, visando garantir que o preço pago pelo consumidor seja menor do que o projetado caso a Sabesp continuasse sob controle estatal.
As torneiras estão vazias
Junto com o aumento na conta, cresce a insatisfação da população com a falta de abastecimento. Entre os feriados de Natal e Ano-Novo, a situação nas cidades da Baixada Santista e o grande fluxo de turistas na região impactaram diretamente o fornecimento.
Um exemplo é Santos, onde bairros como Boqueirão e Pompéia não registravam problemas crônicos há décadas. Moradores de Guarujá, Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém também relatam que as torneiras seguem vazias.
Em nota, a prefeitura de Mongaguá relata que “é cultural que nesta época do ano, dado volume multiplicado de habitantes, a pressão nas torneiras seja reduzida, mas não a ponto de praticamente se esvair, como relataram os moradores”.
A VTV News entrou em contato com a Sabesp, mas até a publicação desta matéria não houve retorno. O espaço segue em aberto para a empresa prestar esclarecimentos.