Itanhaém foi aprovada para integrar a World Surf Cities Network (WSCN), Rede Mundial de Cidades de Surf. A confirmação ocorreu na última quarta-feira (21), durante a Assembleia Geral da organização, realizada em Ericeira, Portugal.
A entrada oficial do município está prevista para 2027, junto à cidade de Imbituba, em Santa Catarina.
Com as novas adesões, o Brasil passará a ter três representantes na rede, que já conta com Santos. Dessa maneira, a organização reúne cidades que reconhecem a importância do surf para a identidade local e incentivam ações voltadas ao turismo, à economia, à cultura e à preservação ambiental.

Candidatura envolveu poder público e sociedade civil
A entrada de Itanhaém na rede foi articulada pelo Instituto Ecosurf em parceria com a Prefeitura. O processo incluiu a coleta de informações sobre o município, a elaboração de um dossiê técnico, a articulação entre instituições e a participação da comunidade ligada ao esporte.
Em setembro, a cidade havia recebido o reconhecimento de Surf City Aspirante, após atender aos critérios exigidos pela WSCN. A aprovação durante a Assembleia Geral concluiu essa fase e confirmou o ingresso do município como integrante da organização.
Tradição no surf impulsionaram candidatura
Com cerca de 26 quilômetros de costa e 15 picos de surf identificados, Itanhaém mantém uma relação com a modalidade que se estende por aproximadamente seis décadas.
Essa trajetória envolve diferentes setores, como escolas de surf, atletas, fabricantes de pranchas, comerciantes e organizadores de campeonatos e eventos esportivos. A prática também está ligada à identidade cultural do município, que conta com iniciativas de preservação da memória esportiva, como o Museu do Surf de Itanhaém.
Além disso, a cidade desenvolve ações relacionadas à formação de atletas e à conservação das praias, aspectos que se conectam às propostas de desenvolvimento sustentável defendidas pela rede internacional.
Desenvolvimento local
A participação na WSCN poderá ampliar o contato de Itanhaém com outras cidades que utilizam o surf como instrumento de desenvolvimento local. Entre as possibilidades estão projetos conjuntos nas áreas de turismo, esporte, cultura, inovação e sustentabilidade.
A integração também cria oportunidades para fortalecer o turismo associado à modalidade, valorizar o patrimônio histórico e cultural e desenvolver estratégias de proteção das praias e dos ecossistemas costeiros.




