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Hospital de Bragança testa técnica que congela câncer de mama

Procedimento inédito na região utiliza crioablação e integra estudo que avalia alternativa menos invasiva à cirurgia
Médicos realizam crioablação para tratamento de câncer de mama, técnica minimamente invasiva no HUSF.

O Hospital Universitário São Francisco (HUSF), em Bragança Paulista, realizou pela primeira vez na Região Bragantina um procedimento de crioablação para tratamento de câncer de mama. A técnica, considerada minimamente invasiva, utiliza o congelamento do tumor como alternativa à cirurgia tradicional.

A intervenção integra o Estudo SIX, pesquisa conduzida em parceria com o HCor e financiada pela FINEP, que avalia novas abordagens terapêuticas para pacientes em estágio inicial da doença.

Como funciona a técnica

A crioablação é um procedimento que dispensa cortes profundos e anestesia geral. O método consiste na destruição das células tumorais por meio de temperaturas extremamente baixas.

Durante a intervenção, é aplicada anestesia local para garantir o conforto da paciente. Em seguida, uma agulha de pequeno calibre é inserida na mama com auxílio de exames de imagem. Na ponta do dispositivo, o sistema promove o congelamento do tumor, eliminando as células malignas.

Após o procedimento, o próprio organismo absorve, de forma gradual, o tecido tratado.

Estudo clínico e critérios

A técnica faz parte de um estudo clínico que busca validar tratamentos menos agressivos para o câncer de mama. Para participar, as pacientes passam por uma seleção baseada em critérios técnicos específicos.

Entre os requisitos estão o diagnóstico em estágio inicial da doença e tumores com até 2 centímetros de diâmetro. As participantes são incluídas por meio de um processo de randomização, podendo ser direcionadas para a crioablação ou para a cirurgia convencional.

Mesmo após o procedimento, o tratamento segue as diretrizes oncológicas indicadas para cada caso.

Coordenação e pesquisa

O estudo no município é coordenado por profissionais do Centro de Pesquisa Clínica (CEPEC) do hospital. A equipe conta com a biomédica Laura Dib, a gerente Mariana Gonçalves e o mastologista Dr. Anastasio Berrettini Júnior.

A iniciativa representa um avanço no acesso a tecnologias inovadoras na região e amplia as possibilidades de tratamento para pacientes com diagnóstico precoce.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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