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Adolescente foi morta com três facadas e tinha sinais de tortura, diz perícia

O corpo foi encontrado na quarta-feira (05) em uma área de mata. Vitória estava sem roupas e com a cabeça raspada.

A adolescente Vitória Regina de Souza, de 17 anos, foi morta com três facadas e tinha sinais de tortura, revelam peritos da Polícia Técnico Científica de São Paulo, responsáveis pela análise do corpo.

A vítima tinha cortes por faca na região do tórax, pescoço e também no rosto. Ela desapareceu no último dia 26 após sair do trabalho em um shopping. O corpo foi encontrado na quarta-feira (05) em uma área de mata na região do sumiço. Vitória estava sem roupas e com a cabeça raspada.

Linha de investigação

Com base nas características da forma em que o corpo foi encontrado, a Polícia Civil investiga a possibilidade de Vitória ter sido morta por ciúmes ou vingança. Três suspeitos já foram identificados.

Entenda o caso

O corpo de Vitória Regina de Souza foi encontrado em uma área de mata, a cerca de cinco quilômetros do último local onde ela foi vista. A vítima, que já estava em estado avançado estado de decomposição, foi reconhecida por familiares por conta de tatuagens no braço e na perna, além de um piercing no umbigo. O cabelo da adolescente estava raspado.

“Há um crime de vingança, com certeza. Há um grande indício de que possa ter o envolvimento de uma organização criminosa nisso”, contou o delegado.

Vitória desapareceu no último dia 27, quando voltava do trabalho. Uma câmera de segurança registrou o momento em que a jovem chega a um ponto de ônibus em Cajamar e, depois, entra no veículo.

No entanto, antes de entrar no coletivo, a jovem enviou áudios para uma amiga, contando sobre ter sofrido uma abordagem de homens em um carro.

“Passou uns caras e falaram: ‘e aí, vida? Tá voltando?’ Vou ficar mexendo no celular, nem vou ligar para eles”

A jovem relata ter pego o ônibus e que um rapaz que estava no ponto sentou no banco de trás. Vitória chegou a descer do ônibus e caminhar em direção a sua casa, em uma área rural, mas ela nunca chegou.

“Temos três antecedentes de que ela estaria preocupada com algum fato, como se estivesse com um pré-aviso, alguma sensibilidade, de que algo pudesse acontecer naquele dia”, disse Galiano.


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Autor

  • João Dionisio

    Jornalista formado pela Universidade Paulista (Unip), com mais de 10 anos de experiência em rádio, TV e projetos digitais. Atuou como editor-chefe na Thathi Record, onde coordenou equipes e liderou a produção, além de gerir o portal de notícias. Especialista em edição de vídeos, apuração de reportagens e estratégias multimídia, João também já trabalhou em veículos como Correio Popular, Portal Futebol Interior e Rádio Central.

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