Americana registrou a morte de mais um homem por febre maculosa. Até a última atualização, o município contabilizava 34 notificações da doença. Desse total, 22 foram descartadas, enquanto nove seguem em investigação e aguardam o resultado dos exames. A informação foi divulgada pela Prefeitura nesta terça-feira (18).
O diagnóstico foi feito por meio de exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz. O homem, de 49 anos, estava internado no Hospital Municipal e morreu em 24 de julho. De acordo com a Prefeitura, a equipe do Programa de Vigilância e Controle do Escorpião e Carrapato vai investigar o local onde a infecção ocorreu.
Com o novo caso, Americana passa a contabilizar três mortes por febre maculosa neste ano. Além dos três óbitos, nove casos ainda estão em investigação e aguardam os resultados dos exames
Entre as recomendações da Secretaria de Saúde estão evitar áreas de risco, como margens de rios, córregos e lagoas. Para quem precisar frequentar esses locais, a orientação é utilizar roupas claras, colocar as barras das calças dentro das meias, usar botas de cano alto, fazer a inspeção do corpo a cada três horas e observar qualquer sinal da doença.
Locais de risco
Os principais pontos do município classificados como áreas de risco, segundo a Prefeitura, estão localizados dentro da própria cidade. São eles:
- Carioba: pesqueiros do Rio Piracicaba, próximos à Rua Carioba;
- Casa de Cultura Herman Müller: mata ciliar do Ribeirão Quilombo;
- Rio Jaguari: região pós-Represa do Salto Grande e chácaras na Colônia Agrícola do Sobrado Velho;
- Confluência dos rios Atibaia e Jaguari;
- Assentamento Milton Santos: matas ciliares do Rio Jaguari e Córrego Jacutinga;
- Ponte do Rio Piracicaba (Rodovia Anhanguera): pesqueiros locais;
- Centro de Detenção Provisória (CDP): pesqueiros no entorno;
- Condomínio Jardim Terras do Imperador e Residencial Portal dos Nobres;
- Praia dos Namorados: Orla da Represa do Salto Grande;
- Jardim Mirandola: pastos e matas periféricas;
- Praia do Zanaga: entre os bairros Antônio Zanaga e Vale das Nogueiras;
- Usina da CPFL na Represa do Salto Grande;
- Ribeirão Quilombo: toda a extensão em ambas as margens;
- Parque Nova Carioba: mata ciliar do Córrego Bertini.
Febre maculosa
Segundo o Ministério da Saúde, a febre maculosa é uma doença causada por uma bactéria do gênero Rickettsia e transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados. A infecção pode ocorrer quando uma pessoa entra em contato com áreas onde esses animais estão presentes.
A doença pode apresentar sintomas mais leves em algumas pessoas, mas também pode evoluir para quadros graves e até levar à morte quando o diagnóstico e o tratamento não são realizados de forma adequada.
Os principais são:
- Febre;
- Náuseas e vômitos;
- Diarreia e dor abdominal;
- Dor de cabeça intensa;
- Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés;
- Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando paragem respiratória;
- Dor muscular constante.
A busca por atendimento médico logo nos primeiros sintomas da febre maculosa é essencial para iniciar o tratamento o quanto antes. A medida ajuda a evitar o agravamento da doença e diminui o risco de morte. O diagnóstico, o atendimento e os medicamentos são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Após a avaliação, o médico pode indicar um antibiótico específico para o tratamento da febre maculosa. Em alguns casos, conforme a evolução da doença, o paciente pode precisar de internação para receber o acompanhamento necessário.
O tratamento dura sete dias e deve continuar por mais três dias após o fim da febre. Por isso, adiar a procura por atendimento ou o início da medicação pode favorecer a evolução da doença, aumentando o risco de complicações e, em casos graves, de morte.
