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Gripe avança em SP e vacinação segue abaixo da meta

Dados apontam aumento de infecções antes do inverno, enquanto cobertura vacinal ainda está abaixo do ideal em áreas como Campinas e Baixada Santista
Mapa de São Paulo destacando o avanço antecipado da gripe em 2026 em Campinas e na Baixada Santista.

O avanço antecipado da gripe em 2026 já impacta diferentes regiões do estado de São Paulo, incluindo Campinas, Baixada Santista e a região Bragantina. Dados recentes mostram crescimento expressivo de casos no país, ao mesmo tempo em que a adesão à vacinação permanece baixa, o que acende um alerta para o sistema de saúde.

Casos aumentam antes do inverno

De acordo com levantamento do Instituto Todos pela Saúde, o Brasil registrou 3.584 casos de síndrome respiratória aguda grave causada por influenza entre janeiro e meados de março deste ano. No mesmo período de 2025, foram 1.838 casos. Ou seja, o número praticamente dobrou.

Além disso, mais de 800 mortes por vírus respiratórios já foram contabilizadas no país em 2026. Especialistas apontam que mudanças no comportamento dos vírus, após a pandemia de Covid-19, alteraram a sazonalidade das doenças respiratórias.

Com isso, a circulação do vírus passou a ocorrer mais cedo e de forma mais intensa, atingindo a população antes mesmo da chegada do inverno.

Cobertura vacinal segue baixa

Apesar do aumento dos casos, a vacinação ainda não atingiu níveis considerados ideais. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica, até o dia 8 de abril, a cobertura vacinal contra a gripe era de apenas 9,4% na região de Campinas e 6,5% na Baixada Santista.

Os índices estão bem abaixo da meta de 90% estipulada pelo Ministério da Saúde, o que preocupa autoridades sanitárias.

Na região Bragantina, o cenário também exige atenção. Em 2025, por exemplo, Bragança Paulista registrou aumento significativo nas mortes por influenza, passando de um óbito em 2024 para 14 no ano seguinte. Ao mesmo tempo, a cobertura vacinal ficou abaixo do esperado.

Profissional de saúde realizando atendimento preventivo contra o surto de gripe 2026 no estado de São Paulo.
(Foto: banco de imagens)

Campanha foi antecipada

Diante do cenário, o governo federal antecipou a campanha nacional de vacinação contra a gripe em 2026. A imunização começou no dia 28 de março, com ações como o “Dia D” em diversas cidades.

Na região de Campinas, a mobilização ocorreu em unidades de saúde, escolas, praças e até centros comerciais. Já na Baixada Santista, sete cidades participaram da ação com postos fixos e itinerantes.

A vacina é gratuita e indicada principalmente para grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com doenças crônicas.

Além disso, a dose protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B, sendo atualizada anualmente.

Importância da imunização

Especialistas reforçam que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a gripe. Isso porque a doença pode evoluir para quadros graves, especialmente em pessoas mais vulneráveis.

A infectologista Miriam Dalben alerta que a gripe não deve ser subestimada. Segundo ela, há registros recentes de pacientes internados em estado grave, inclusive em unidades de terapia intensiva.

Além da vacina, autoridades de saúde orientam a adoção de medidas simples, como higienizar as mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sintomas.

Serviço

A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o estado de São Paulo. Podem se imunizar, neste momento, grupos prioritários como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. É necessário apresentar documento com foto e, se possível, a carteira de vacinação. A campanha segue até 30 de maio, com meta de ampliar a cobertura e reduzir casos graves da doença.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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