Quem precisou sair de casa nas primeiras horas desta segunda-feira (29) encontrou um amanhecer menos frio do que nos últimos dias. A tendência é que as temperaturas permaneçam mais elevadas até quinta-feira (2), embora haja previsão de chuva em algumas regiões do Estado de São Paulo.
Segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), as máximas previstas variam de 27°C a 29°C nas regiões de Piracicaba, Campinas e Mogi Guaçu. No litoral, os valores devem oscilar entre 24°C e 26°C.
Para os próximos dias, deve fazer sol e a umidade relativa do ar não deve atingir níveis críticos abaixo de 30%. A mínima deve ficar em torno de 35% em grande parte do estado de São Paulo.
Campinas e região
Ao longo desta semana, as mínimas ficam em torno de 15°C a 16°C, e as máximas devem oscilar entre 27°C e 28°C. Entre o fim da manhã e o meio da tarde, são esperados períodos de ventos de grau moderado, sem risco à população.
Para a quinta-feira (2), o tempo segue estável, mas com mais nuvens ao longo do dia por causa da chegada de uma frente fria pelo litoral de São Paulo. O dia ainda será quente, com mínimas de 15°C e máximas de 28°C.
A mudança no tempo deve acontecer a partir de sexta-feira (3) e durante o fim de semana, com previsão de chuva. Nesse período, os ventos ficam mais fortes e trazem ar mais frio, o que vai derrubar as temperaturas.
Santos e região
Na Baixada Santista, o tempo deve permanecer firme até a próxima quarta-feira (1º). Nesta segunda-feira (29), não há previsão de chuva, com máxima de 27°C. Na terça-feira (30), os termômetros devem chegar a 25°C.
A chuva deve retornar na quinta-feira (2), com precipitações mais persistentes, céu nublado e menor amplitude térmica ao longo do dia.
Para o final de semana, as temperaturas devem cair e a chuva persiste, com predomínio de dias mais nublados.
El Niño
O El Niño é uma fase do fenômeno chamado El Niño-Oscilação Sul (ENOS). Ele acontece quando as águas da superfície do Oceano Pacífico, na região do Equador, ficam mais quentes do que o normal.
Esse aquecimento muda a circulação dos ventos e a forma como a umidade se desloca na atmosfera. Com isso, o clima em várias partes do mundo acaba sendo afetado, podendo alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), indica que, na região Sudeste, a previsão aponta aumento das temperaturas médias e maior frequência de ondas de calor, além da possibilidade de períodos mais prolongados de estiagem em algumas áreas.