A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) realizou o lançamento de uma nova política de financiamento habitacional válida em todo o estado. Agora os novos mutuários poderão escolher entre duas formas de pagamento.
Novas modalidades de pagamento na CDHU
Entre as novidades está a nova modalidade de pagamento, que incluí uma linha com parcelas fixas, calculadas a partir de 30% da renda familiar declarada no contrato. A outra forma é a tradicional, que compromete 20% da renda e tem reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do IBGE.
Na Região Administrativa de Campinas mais de 1,3 mil famílias que aguardam moradias que estão em obras poderão escolher essa modalidade. Essa nova taxa de 30% é utilizada hoje em financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), da Caixa Econômica Federal.
Nova forma de pagamento protege contra inflação
A vantagem da nova forma de pagamento da CDHU é a previsibilidade, sem reajustes, as famílias que adquiriram uma moradia que ficam livres e protegidas das mudanças econômicas e da inflação ao longo de 30 anos do contrato. Apesar de ter uma parcela inicial maior, no final do contrato acaba se tornando mais vantajoso que o modelo de 20% de reajuste anual.
Na atual regra, uma família que tem renda de um salário mínimo pagaria R$ 303,60 na prestação inicial, mas com reajuste anual. Na nova forma de 30%, desembolsaria R$ 455,40 mensais sem alteração de preço até o fim do contrato.
Mudança no cálculo do subsídio
Outra alteração está no cálculo do subsídio, antes com descontos mensais ao longo do financiamento, agora passa a ter o valor descontado integralmente no contrato. Dessa forma o mutuário irá assumir o valor que realmente consegue pagar.
Assim, em um imóvel de R$ 180 mil construído pela Companhia, uma família que hipotéticamente quisesse quitar a compra ainda no primeiro mês, teria que pagar R$ 72 mil. No antigo modelo seria o valor integral.
Empreendimentos da CDHU em obras na região:
- Águas de Lindóia: 54 unidades habitacionais;
- Amparo: 38 unidades habitacionais;
- Artur Nogueira: 54 unidades habitacionais;
- Bragança Paulista: 80 unidades habitacionais;
- Campinas: 200 unidades habitacionais;
- Cosmópolis: 234 unidades habitacionais;
- Hortolândia: 152 unidades habitacionais;
- Itobi: 41 unidades habitacionais;
- Mogi Mirim: 88 unidades habitacionais;
- Santa Bárbara d’Oeste: 186 unidades habitacionais;
- Socorro: 114 unidades habitacionais;
- Tapiratiba: 16 unidades habitacionais;
- Várzea Paulista: 66 unidades habitacionais;
- Vinhedo: 54 unidades habitacionais.