Quem precisou sair da cama nesta quarta-feira (24) enfrentou dificuldades com a queda acentuada dos termômetros, além da chuva e dos ventos gelados. O frio intenso marcou o início do dia e exigiu atenção redobrada dos moradores. A previsão indica que o tempo deve seguir frio ao longo da semana.
De acordo com Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura ( CEPAGRI), o Estado de São Paulo registrou a convergência de ventos e umidade, o que favoreceu a formação de nuvens e, consequentemente, de chuvas. O cenário deve permanecer nublado e as temperaturas máximas não devem subir e ficarão entre 16°C e 24°C.
As condições devem se manter com tempo parcialmente nublado, amanhã (25). A tendência é de queda com mínimas devem ficar por volta de 10 a 15°C.
Campinas e região
As chuvas que atingiram Campinas nesta terça-feira (23) provocaram duas ocorrências registradas pela Defesa Civil. Foram duas quedas de árvores, uma na região norte e outra na região leste da cidade. Ninguém ficou ferido.
Para esta quarta-feira (24), a previsão indica céu nublado e chuva ao longo do dia, principalmente pela manhã e no início da tarde. As temperaturas devem cair um pouco mais, com máxima de 18°C e mínima de 15°C.
Na quinta-feira (25), a nebulosidade deve permanecer elevada, mas as chances de chuva diminuem, com ocorrência prevista apenas durante a madrugada. Apesar da possibilidade de tempestades na região de Campinas, a temperatura máxima deve ficar em torno de 17°C e a mínima próxima de 14°C.
El Niño
O El Niño é uma fase do fenômeno chamado El Niño-Oscilação Sul (ENOS). Ele acontece quando as águas da superfície do Oceano Pacífico, na região do Equador, ficam mais quentes do que o normal.
Esse aquecimento muda a circulação dos ventos e a forma como a umidade se desloca na atmosfera. Com isso, o clima em várias partes do mundo acaba sendo afetado, podendo alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões.
Um documento elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), indica que o fenômeno El Niño deve continuar ao longo do segundo semestre deste ano.
Na região Sudeste, os efeitos tendem a ser mais variáveis. Em geral, a tendência é de aumento das temperaturas médias e maior frequência de ondas de calor. Em algumas áreas, o fenômeno também pode favorecer períodos mais longos de estiagem, ou seja, de pouca ou nenhuma chuva.