A greve na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) teve mais um capítulo nesta semana. O impasse entre funcionários e a instituição sobre o reajuste salarial segue sem avanço e mantém as negociações paradas, sem perspectiva de acordo.
De acordo com a Unicamp, a administração encaminhou uma proposta à Reitoria com as seguintes sugestões:
- Vale-alimentação: elevação do benefício de R$ 1.950,00 para R$ 2.000,00, sem pagamento retroativo;
- Vale-refeição: reajuste imediato de R$ 43,00 para R$ 50,00 por dia, sem pagamento retroativo;
- Auxílio-saúde: ampliação do benefício para R$ 990,00 mensais, a partir de janeiro de 2027;
- Realização imediata da primeira reunião para discussão da pauta emergencial;
- Definição do cronograma de reuniões destinado ao tratamento da pauta específica de 2026.
A universidade decidiu encerrar as negociações com o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU). Segundo a instituição, a decisão ocorreu após a manutenção da paralisação pelos trabalhadores, em assembleia realizada na última quinta-feira (25).
Em nota publicada em sua conta oficial, o STU afirma que a instituição encerrou unilateralmente o diálogo com a categoria. Segundo os representantes, a decisão compromete o processo de negociação coletiva que vinha sendo conduzido na universidade.
“Exigimos que este compromisso seja retomado e que a reitoria cumpra com sua obrigação de dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras, buscando soluções para as demandas da categoria”, afirma o STU.
Histórico
No início de maio, protestos de funcionários e estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) causaram trânsito na Rodovia D. Pedro I (SP-065), nas marginais do km 137.
De acordo com nota divulgada pela Unicamp na época, entidades estudantis e direções das unidades do campus de Limeira (FCA/FT) e de Campinas reafirmaram o compromisso com a busca de soluções consensuais.
Ainda naquele período, o sindicato publicou nota informando o envio de um ofício ao reitor, no qual solicitava resposta às reivindicações apresentadas e aguardava a abertura de negociações ao longo do mês de maio. As demandas foram:
- reajuste em benefícios como o vale-alimentação, vale-refeição e auxílio saúde;
- garantia de recursos para progressões;
- implementação do “Descongela Já” e pagamentos dos retroativos;
- e críticas à falta de diálogo na aprovação da autarquização da Área da Saúde.
- Já os alunos reivindicam melhorias nas estruturas da universidade.