O Governo do Estado de São Paulo divulgou nesta quarta-feira (31) a ampliação da rede de atendimento a mulheres vítimas de violência, com a criação de novas Salas DDM (Delegacias de Defesa da Mulher) em diferentes regiões do estado.
Na região administrativa de Campinas, serão implantadas 20 novas unidades. A medida faz parte de um pacote anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas, que prevê a instalação de 69 salas em todo o território paulista.
As Salas DDM serão estruturadas dentro de delegacias já existentes, o que deve permitir uma implementação mais rápida e eficiente. O objetivo é garantir atendimento especializado, humanizado e reservado às mulheres em situação de violência.
Na Região Metropolitana de Campinas, cidades como Cordeirópolis, Elias Fausto, Mococa, Rio das Pedras e São Pedro estão entre as contempladas. No município de Campinas, duas unidades serão instaladas no 4º e no 13º Distritos Policiais.
Além do registro de ocorrências, os espaços oferecem escuta qualificada, orientação sobre medidas protetivas e encaminhamento para a rede de apoio, ampliando a proteção às vítimas. A previsão é que todas as unidades estejam em funcionamento ao longo do próximo quadrimestre.
Reforço na estrutura das delegacias
Além da criação das novas salas, o governo também publicou decreto que amplia a estrutura das Delegacias de Defesa da Mulher no estado. A medida reclassifica nove unidades, ajustando o porte das delegacias de acordo com a demanda de atendimentos e o tamanho da população atendida.
Entre as mudanças, delegacias de cidades como Valinhos e Ferraz de Vasconcelos foram elevadas para a 1ª classe, enquanto outras passaram para a 2ª classe.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a reclassificação deve trazer impactos diretos no atendimento. “Na prática, a mudança permite ampliar equipes, melhorar as condições de trabalho e aumentar a capacidade de resposta das unidades”, afirmou.
A coordenadora estadual das DDMs, Cristiane Braga, também destacou que a medida contribui para qualificar o atendimento, especialmente em casos de violência doméstica e familiar, que exigem acolhimento especializado.
Com as iniciativas, o governo busca fortalecer a política de enfrentamento à violência contra a mulher, ampliando a presença dos serviços no interior e reduzindo barreiras de acesso, principalmente em municípios de menor porte.