A Operação Estiagem 2026, começa nesta sexta-feira (1º), em Campinas, e segue até 30 de setembro, com possibilidade de prorrogação conforme as condições climáticas. A ação mobiliza diferentes órgãos para enfrentar os efeitos do período seco, como a baixa umidade do ar, o aumento de incêndios em áreas verdes e a redução da vazão dos mananciais.
Coordenada pela Defesa Civil, ligada à Secretaria Municipal de Governo, a operação foi instituída pelo Decreto nº 24.403 e aposta na integração entre monitoramento climático, tecnologia e atuação em campo para reduzir riscos e garantir respostas mais rápidas.
Monitoramento e tecnologia no combate aos riscos
A estratégia é baseada no acompanhamento contínuo de indicadores climáticos e em vistorias preventivas. O monitoramento da umidade relativa do ar (URA) será diário e define os níveis de atenção, alerta e emergência durante o período.
Seis viaturas equipadas atuarão no combate a princípios de incêndio, enquanto o monitoramento de focos de queimadas será feito com imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, além do uso de drones com câmeras térmicas. A proposta é ampliar a capacidade de detecção precoce e acelerar a resposta às ocorrências.

No apoio ao Corpo de Bombeiros, a operação contará com reforço hídrico, incluindo um reservatório no Observatório Municipal Jean Nicolini e a implantação de um novo ponto com capacidade de 20 mil litros na Mata de Santa Genebra. Também está prevista a instalação de hidrantes em locais estratégicos.
Níveis de alerta e atuação integrada
Um dos principais eixos da operação é o monitoramento da umidade do ar, que determina três níveis:
- Estado de Atenção: URA entre 20% e 30%
- Estado de Alerta: URA entre 12% e 20%
- Estado de Emergência: URA abaixo de 12%
Esses indicadores orientam medidas preventivas e o acionamento dos órgãos envolvidos. A operação também considera quedas bruscas de temperatura, com 13°C como referência para emissão de alertas.
O trabalho envolve atuação conjunta de áreas como Saúde, Meio Ambiente, Serviços Públicos, Sanasa, Emdec e outros órgãos municipais, além da integração com cidades da região.
Proteção à população e canais de denúncia
A Operação Estiagem também prioriza a proteção de públicos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. Durante o período, denúncias de queimadas serão fiscalizadas e podem resultar em penalidades.
A Defesa Civil centraliza as informações e a emissão de alertas à população. Em casos de incêndio ou queimadas, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.