A Polícia Civil de São Paulo prendeu três integrantes de um esquema especializada em estelionatos, fraudes eletrônicas e uso de documentos falsificados durante a Operação “Compra Fantasma”, deflagrada na manhã desta segunda-feira em Indaiatuba, Jundiaí e Cabreúva. A ação mobilizou 25 policiais, distribuiu 7 viaturas e executou 4 mandados de busca e 3 ordens de prisão preventiva, todas cumpridas.
Foram detidos dois homens em Jundiaí, além de uma mulher, localizada em Cabreúva. As investigações apontam que o grupo utilizava dados vazados de clientes do Magazine Luiza para efetuar compras de produtos de alto valor e retirar os itens presencialmente com identidades falsificadas. Depois, os eletrônicos eram revendidos em plataformas como Marketplace e OLX. O prejuízo estimado apenas em Indaiatuba ultrapassa R$ 200 mil, segundo levantamento junto às empresas vítimas.
Apreensões da operação
Durante as buscas, a Polícia Civil recolheu objetos e documentos ligados ao esquema criminoso. Entre os materiais apreendidos na vasta lista de objetos, estão videogames, computadores, celulares, cartões bancários, relógios, além de R$ 16.302 em espécie. Os itens foram divididos conforme local de apreensão e relação com cada investigado:
• R$ 16.302,00 em espécie
• 1 simulacro de arma
• 4 celulares (Apple e outras marcas)
• 3 iPhones
• 1 iPhone
• 1 iPad rosa
• 1 Apple Watch rosa
• Apliques de mega hair
• 3 fones sem fio
• 4 controles de PlayStation
• 1 headphone branco
• 3 pendrives
• 2 fones sem fio
• 3 máquinas de cartão
• 6 relógios de pulso
• 1 placa-mãe, 2 HDs e 2 memórias
• 8 cartões bancários
• 12 cartões bancários
• 1 camiseta
• 1 vestido longo
• 2 consoles PlayStation 5 e 1 PlayStation portátil
• 2 consoles Nintendo Switch
• 2 notebooks
• 1 notebook
• 1 projetor
• 1 monitor Alienware
• 1 home theater Samsung
• 5 chips telefônicos
Funcionamento do esquema
As apurações conduzidas pelo 1º Distrito Policial de Indaiatuba identificaram que o grupo operava em diferentes cidades, sempre repetindo um mesmo método: obtenção ilícita de dados pessoais, realização de compras de eletrônicos, retirada presencial com identidades falsificadas e revenda imediata dos itens.
“As compras eram efetuadas com informações de clientes reais, e a retirada se dava com documentos falsos”, resumiu um dos investigadores. O apoio operacional contou com equipes do GOE de Campinas. A Polícia Civil prossegue com a análise dos materiais apreendidos e não descarta novas diligências.
