Paulínia comemora 62 anos de emancipação em 28 de fevereiro, data que marca a consolidação de um município que saiu de antigo sertão vinculado a Campinas para se tornar um dos principais polos industriais do interior paulista. A origem do território remonta ao período colonial, quando a Coroa portuguesa concedia sesmarias, isto é lotes de terras, para exploração agrícola.
Registros narrados pela história, apontam doações de grandes extensões de terra na região entre os rios Atibaia e Jaguari no fim do século XVIII e início do XIX, área que corresponde à atual cidade. À época, tratava-se de um sertão inculto, com vegetação e presença indígena, nos arredores de Campinas.
Uma breve história de Paulínia
No século XIX, a produção cafeeira impulsionou a ocupação local. Em 1885, o Comendador Francisco de Paula Camargo adquiriu a Fazenda São Bento para cultivo de café. Outras propriedades de grande porte estruturavam a região, como as fazendas Morro Alto, São Luís, Fortaleza, São Francisco, Santa Genebra e Funil. Naquele período, os atuais municípios de Paulínia, Sumaré, Valinhos e Cosmópolis eram bairros periféricos de Campinas, distantes do centro urbano e com pouca infraestrutura.
O surgimento do núcleo urbano ganhou impulso em 1903, com a inauguração de uma capela dedicada a São Bento, construída em terras da Fazenda São Bento. Ao redor do templo, ainda existente na área central, formou-se o vilarejo conhecido como São Bento, que se expandiu gradualmente.

Paulínia em números
- Área Territorial: 138,777 km² (2024)
- População no último censo: 110.537 pessoas (2022)
- Densidade demográfica: 796,51 hab/km² (2022)
- População estimada: 116.674 pessoas (2025)
- Escolarização (6 a 14 anos): 99,44 % (2022)
- IDHM – Índice de desenvolvimento humano municipal: 0,795 (2010)
- PIB per capita: 606.740,73 (2023)
Emancipação e primeiros anos
A autonomia administrativa ocorreu em 1964. No ano seguinte, em 7 de março de 1965, os eleitores escolheram o primeiro prefeito, José Lozano de Araújo, então candidato único pelo Partido Social Progressista, o PSP. A Câmara Municipal foi composta por vereadores que exerciam a função de forma voluntária.
Nos primeiros quatro anos após a emancipação, o município passou por transformações estruturais. À época, com cerca de 6 mil habitantes, passou a contar com ruas pavimentadas, água encanada, rede de esgoto em todos os bairros, isenção de impostos municipais e pavimentação das vias de acesso. Também foi erguido o prédio da Prefeitura, que permanece em funcionamento.
Perfil econômico e demográfico
Localizada a aproximadamente 18 quilômetros de Campinas, Paulínia está próxima às rodovias Anhanguera e Dom Pedro I, posição notoriamente estratégica para logística e indústria da cidade e região, motivo do qual justifica o PIB local.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (IBGE), os números indicam um Produto Interno Bruto de aproximadamente R$ 67,1 bilhões e PIB per capita em torno de R$ 606,7 mil, um dos mais elevados do Brasil.

Segundo o Caravela Dados e Estatísticas, o município reúne cerca de 50,2 mil empregos formais. Administração pública, obras de montagem industrial e transporte rodoviário figuram entre as atividades com maior volume de ocupação. A remuneração média formal supera a média estadual, com valor aproximado de R$ 5,2 mil.
Vale ressaltar que a economia local tem forte base industrial e energética. Paulínia abriga a REPLAN (Refinaria de Paulínia), considerada a principal unidade de refino de petróleo do País, além de um complexo petroquímico que concentra empresas de grande porte. A presença desses empreendimentos contribui de forma decisiva para o desempenho econômico municipal.
Além da indústria, comércio e serviços apresentam diversificação relevante. Análises do Caravela apontam indicadores destacados em tamanho, localização e potencial de consumo, com perfil socioeconômico robusto, mas com os desafios concentrado na abertura de novas oportunidades competitivas no curto prazo.
Qualidade de vida e identidade
Indicadores sociais mostram IDH elevado em comparação aos padrões nacionais. O município possui estrutura de saúde, saneamento e educação superior à de diversos municípios do interior paulista, embora enfrente desafios associados ao crescimento industrial.
No campo cultural, o Carnaval com desfiles em sambódromo integra o calendário de eventos, e iniciativas culturais pontuais. Bairros como o Parque Brasil 500 concentram equipamentos culturais e espaços de eventos.