Uma operação da Polícia Civil desmontou um ponto de tráfico de drogas que funcionava dentro de um apartamento na região central de Americana. A ação, realizada na manhã desta quarta-feira (1º), terminou com a prisão de dois suspeitos, entre eles, uma mulher que já havia sido detida no mesmo local menos de um mês antes.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) do município, vinculada ao DEINTER 9, dentro da Operação “Centro Mais Seguro”. O objetivo era apurar uma denúncia recebida por meio do Disque Denúncia, que apontava o uso de um apartamento no Edifício Amina Najar, na Rua 7 de Setembro, como base para a comercialização de entorpecentes.
Imóvel já havia sido alvo de ação policial
De acordo com a polícia, o local já tinha sido alvo de uma ocorrência anterior no dia 3 de março deste ano, quando um homem e uma mulher foram presos em flagrante por tráfico. Na ocasião, a suspeita foi liberada após audiência de custódia, mas voltou a ser investigada por retomar a atividade criminosa no mesmo endereço.
Durante o trabalho investigativo, os agentes realizaram monitoramento velado e identificaram intensa movimentação de pessoas com características típicas de usuários de drogas, especialmente de crack, entrando e saindo do prédio.
Com base nas evidências, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão, expedido pela 4ª Vara Regional das Garantias de Piracicaba.
Drogas estavam escondidas em porta-garrafas
Na ação desta quarta-feira, que contou com apoio da Guarda Municipal e equipe com cão farejador, os policiais localizaram 39 pedras de crack – com peso total de 14 gramas – escondidas em um porta-garrafas de cerveja dentro do apartamento.
Também foram apreendidos seis aparelhos celulares e R$ 95 em dinheiro, em notas fracionadas, valor considerado típico da atividade de tráfico.
Diante dos fatos, os dois suspeitos, uma mulher de 28 anos e um homem de 46, foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Eles foram encaminhados à sede da DISE de Americana e, após os procedimentos de praxe, seguiram para unidades prisionais da região, onde permanecem à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.