Três homens são suspeitos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos. A jovem morreu na manhã deste sábado (13) após saltar de bungee jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. Ela participava da atividade acompanhada por instrutores, mas foi lançada sem as cordas de segurança.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), os três envolvidos foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Segundo o boletim de ocorrência, os equipamentos de segurança não estavam devidamente fixados no momento do salto. Maria Eduarda não resistiu à queda, e a morte foi constatada por equipes do Samu no local.
Ao todo, seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos. Destas, três permaneceram detidas. As investigações prosseguem para apurar as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades dos envolvidos.
Diante das prisões e do avanço das investigações, o VTV News entrou em contato com a defesa dos três suspeitos para obter um posicionamento sobre o caso. No entanto, não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações e esclarecimentos.
Enquanto o caso segue sob investigação, a Prefeitura de Limeira informou que irá processar o Governo Federal. Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente da União.
Em nota, o Executivo afirmou ainda que os poderes Executivo e Legislativo municipais já vinham adotando medidas administrativas, por meio de ofícios, e cobrando providências relacionadas à segurança no local.
Após a manifestação da Prefeitura, a União lamentou a morte da educadora física. Em nota, o órgão ressaltou que o local, de sua propriedade, integra o patrimônio imobiliário da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e é classificado como bem não operacional.
Nota da União na íntegra:
A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lamenta a morte trágica de uma jovem durante atividade esportiva não autorizada na ponte do Esqueleto, no município de Limeira (SP), na manhã deste sábado (13/6).
O local, de propriedade da União, faz parte do patrimônio imobiliário da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e foi classificada como bem não operacional a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A ponte do Esqueleto pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares. A transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026.
A SPU está a disposição das autoridades para colaborar nas investigações.
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