Unicamp aprova cotas para pessoas trans, travestis e não-binárias

Para participar, os candidatos deverão fazer autodeclaração de identidade de gênero e apresentar um relato de vida, que será analisado por uma comissão.
unicamp aprova cotas

A Unicamp aprovou cotas para pessoas trans, travestir e não-binárias em cursos de graduação. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Universitário (Consu), nesta terça-feira (1º), e será aplicada no Edital Enem-Unicamp para candidatos oriundos de escolas públicas e privadas. As vagas reservadas seguirão uma série de regras.

Como vai funcionar?

Vagas reservadas serão oferecidas mediante regras

  • Cursos com até 30 vagas deverão oferecer pelo menos uma vaga para esse público. Já os cursos com 30 ou mais vagas devem reservar duas vagas, podendo ser regulares ou adicionais, conforme decisão de cada unidade.
  • Caso não sejam vagas extras, elas serão descontadas da modalidade de ampla concorrência. A regra ainda define que metade das cotas será destinada a pessoas pretas, pardas e indígenas (PPI).

Processo de seleção

Para ter direito as vagas reservadas, relato de vida será analisado por comissão

Para participar, os candidatos deverão fazer autodeclaração de identidade de gênero e apresentar um relato de vida, que será analisado por uma comissão. A metodologia segue modelos já usados por outras instituições, com base em decisões do STF e da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Medida nasceu após greve estudantil

Unicamp aprova cotas após luta de dois anos

A proposta foi criada por um Grupo de Trabalho com 15 integrantes — sete deles pessoas trans — e é resultado de um acordo firmado durante a greve estudantil de 2023, com participação da Reitoria e de movimentos como o Ateliê TransMoras e o Núcleo de Consciência Trans (NCT).

Segundo dados da Comvest, no Vestibular 2025, 279 pessoas utilizaram nome social na inscrição. Dessas, 40 foram convocadas, sendo os cursos mais procurados Artes Visuais, Ciências Biológicas e Medicina.


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