O ex-ministro e pré-candidato ao Governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, esteve na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ontem (2), onde ministrou uma aula magna. Durante a atividade, foram registrados episódios de violência contra o político.
Durante a aula magna, que teve como tema principal a importância da educação e segurança pública, o pré-candidato a deputado estadual pelo partido Missão, Matheus Pereira, estava acompanhado de outras pessoas e, aos gritos, afirmou que Fernando Haddad estaria fazendo campanha antecipada.
Segundo presentes, Haddad percebeu a confusão no local, mas não conseguiu entender, no momento, o que estava acontecendo.
A partir da declaração, o clima entre os presentes ficou mais tenso, com divisão de opiniões entre apoio a Matheus Pereira e a Fernando Haddad. Em meio ao episódio, houve a retirada de Pereira do local, o que ampliou a confusão entre as pessoas envolvidas.
Em nota, a Unicamp afirma que os fatos serão apurados e deve adotar medidas cabíveis com as instâncias internas competentes. ” A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação”, declarou.
Haddad, por sua vez, publicou uma nota em suas redes sociais na qual repudiou a situação e afirmou que episódios semelhantes já ocorreram anteriormente. “Os dois atos de violência política dos quais Haddad foi vítima usam táticas semelhantes: são premeditados, com celulares gravando em diversos ângulos e com provocações para estimular conflitos violentos. Na democracia, as divergências são resolvidas no debate de ideias e não no estímulo à violência”, escreveu.
Já o pré-candidato Matheus Pereira declarou, em publicação nas redes sociais, que houve agressão durante sua visita ao local. “Fomos até a Unicamp e nos deparamos com campanha política em favor do Haddad sendo feita dentro da universidade. Quando começamos a questionar, fomos agredidos pelos próprios seguranças do Haddad. Completamente ‘democráticos’”, afirmou.