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Campinas libera vacina pneumocócica para moradores com 58 anos ou mais

Ampliação temporária busca aumentar a cobertura vacinal e evitar o desperdício de cerca de 1,2 mil doses
Campinas libera vacina pneumocócica: profissional de saúde aplica injeção no braço de uma pessoa durante atendimento em sala de vacinação, com caixa de insumos ao fundo.

Com ampliação temporária e enquanto durarem os estoques, Campinas passa a oferecer a vacina pneumocócica 23-valente (VPP23) a pessoas com 58 anos ou mais nos centros de saúde. Durante esse período, não será necessário comprovar doenças ou condições clínicas para receber a dose.

Antes dessa mudança, a vacina estava disponível apenas para grupos considerados mais vulneráveis às doenças causadas pelo pneumococo. Entre eles estão pessoas que vivem com HIV/aids, pacientes em tratamento de câncer, transplantados e pessoas com diabetes ou doenças crônicas do coração, do fígado, dos rins e dos pulmões.

Agora, para ampliar a cobertura vacinal e evitar o desperdício de imunizantes, a Secretaria de Saúde aumentar temporariamente o público-alvo da vacina. Segundo a pasta, a medida também busca garantir o uso das doses disponíveis antes do vencimento. Atualmente, Campinas conta com cerca de 1,2 mil doses da VPP23 distribuídas pela rede municipal.

Quem faz parte do novo público incluído na campanha pode receber a vacina em uma das 69 unidades da rede municipal. Para isso, deve apresentar um documento com foto e, se tiver, a caderneta de vacinação. O atendimento não exige agendamento prévio.

Transição

Essa bactéria pode provocar doenças graves, como pneumonia, meningite e infecção generalizada. Por isso, a VPP23 é indicada para reduzir o risco dessas complicações, mais frequentes em crianças pequenas, pessoas idosas e pessoas com doenças crônicas.

A nova vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), disponibilizada no município em junho, amplia a proteção contra mais tipos do pneumococo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é uma das principais causas de mortalidade infantil por enfermidades preveníveis. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes. Entre crianças menores de 5 anos, foram contabilizados 616 casos e 188 óbitos no mesmo período.

Há estimativa de cerca de um milhão de mortes anuais relacionadas a doenças pneumocócicas. No mundo, já foram identificados cerca de 90 sorotipos distintos de pneumococo.

Vacina pneumocócica: Profissional de saúde aplica uma vacina em uma idosa usando máscara facial e luvas azuis, em ambiente clínico; ampliação temporária da vacinação para aumentar a cobertura e evitar desperdício de doses.
Ampliação temporária da vacinação busca aumentar a cobertura e evitar o desperdício de doses disponíveis na rede municipal. – Crédito: Freepik

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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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