O cientista político Kaveh Lotfollah Afrasiabi, cidadão norte-americano de origem iraniana, processou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e outros dirigentes da entidade em US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bi). As informações são do jornal britânico “The Independent”.
Afrasiabi aponta “discriminação flagrante” da Fifa após o VAR anular o gol de Shojae Khalilzadeh. O lance daria ao Irã a vitória sobre o Egito e a vaga na segunda fase da Copa do Mundo, mas a arbitragem assinalou impedimento no lance.
“Cidadãos iranianos ou iraniano-americanos que torciam para a seleção iraniana de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra seu time do coração”, escreveu Afrasiabi no processo.
Além disso, ele também garante possuir provas inegáveis de que o VAR cometeu um erro deliberado para tirar o Irã do torneio. A ação foi protocolada em um tribunal federal de Boston.
Mais reclamações
Afrasiabi também criticou o tratamento que os Estados Unidos deram à seleção iraniana, citando restrições de viagem — que proibiram o pernoite da equipe no país no início da Copa —, a transferência da base de treinos para o México e a recusa de visto para 11 membros da delegação.
De acordo com ele, a Fifa negligenciou seu papel ao não garantir condições iguais de preparação. O cientista político argumenta que essas medidas, somadas a outras humilhações impostas pelo governo norte-americano, ofenderam profundamente milhões de iranianos, incluindo ele próprio.
Até o momento, a Fifa ainda não se pronunciou sobre o processo em andamento.
