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Agro e infraestrutura unem forças para melhorar logística e competitividade do Brasil

AgroPortos reúne representantes do setor para definir prioridades voltadas ao escoamento e à ampliação logística

Representantes do agronegócio, do setor portuário, da infraestrutura e do Congresso Nacional lançaram, em Curitiba (PR), o Movimento AgroPortos. A iniciativa reúne a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA) e o Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) para construir uma agenda conjunta voltada à modernização da logística brasileira. Durante o evento, foi assinada uma carta de compromissos com dez prioridades consideradas estratégicas para aumentar a competitividade do país.

A proposta é aproximar dois setores que dependem um do outro: a produção agropecuária e a infraestrutura responsável pelo escoamento das cargas. Entre os principais temas estão a ampliação da capacidade logística, a integração entre diferentes modais de transporte, a expansão dos acessos portuários, o fortalecimento da armazenagem e a segurança jurídica para novos investimentos.

O movimento também marca a primeira atuação conjunta entre as duas frentes parlamentares em uma agenda permanente voltada à infraestrutura. A expectativa é transformar as propostas em políticas de Estado, garantindo continuidade aos projetos independentemente das mudanças de governo. Segundo dados apresentados durante o evento, o Brasil investe atualmente cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, enquanto a necessidade estimada para reduzir os gargalos logísticos é de 4,5%. Além disso, um levantamento do Observatório do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) aponta que as ineficiências no setor devem gerar um sobrecusto de R$ 3,3 bilhões em 2026, o equivalente a aproximadamente R$ 106 por segundo.

Segundo o vice-presidente do Conselho de Administração do IBI, Marcelo Sammarco, a assinatura da carta representa o início de um trabalho conjunto para modernizar o escoamento da produção agropecuária brasileira.

“Tivemos um evento muito importante hoje, é, o trabalho conjunto do FPPA com FPA, movimento Agro Portos, foi uma iniciativa da ABRATEQ que o IBI abraçou e já com, é, uma carta de intenção assinada, né, com compromisso de 10 itens que nós consideramos essenciais para dar um start então na evolução da modernização do escoamento de dos grãos, né, principalmente, de toda a carga da agropecuária brasileira”, destacou Sammarco.

Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, a aproximação entre o agro e a infraestrutura é fundamental para acompanhar o crescimento da produção nacional e reduzir os gargalos logísticos.

“o momento é importante, essa união entre a infraestrutura e o agro é algo essencial. Hã, os portos do Brasil grande maioria do que é exportado, do que passa pelos portos, é agro. É agro e também, e também minérios, né? Mas em especial agro, no nosso caso aqui do estado Paraná, quase que tudo é agro, então a gente precisa ajudar nas soluções logísticas, buscar encaminhamentos, até porque nós somos usuários do sistema”, afirmou Lupion.

A vice-presidente de articulação política da Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), Daniela Reinehr, ressaltou que o movimento consolida a integração entre as duas frentes parlamentares e fortalece a busca por políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura nacional.

“É um momento histórico, né, extremamente importante para as duas frentes, a Frente Parlamentar da Agropecuária e a Frente Parlamentar de Pós-Aeroportes, porque integra e eu acho que consolida, né, essa essa união de duas cadeias que são complementares, que andam juntas, né? E que uma depende da outra, né? A gente costuma dizer na FPA que da porteira para dentro, a gente se vira. E da porteira para fora, a gente precisa de um mínimo de infraestrutura para melhorar nossa competitividade, né”, ressaltou Reinehr.

Reprodução: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

Durante os debates, outro tema que ganhou destaque foi a necessidade de garantir segurança jurídica para ampliar os investimentos em infraestrutura. O presidente da ABEPH, Luiz Fernando Garcia, defendeu a criação de políticas de Estado para oferecer previsibilidade aos contratos de longo prazo e ampliar a confiança de investidores nacionais e internacionais.

“Não, sem dúvida, né? Uma política, nós não podemos ficar à mercê de a cada 4 anos a gente mudar as nossas posições, eh, porque são contratos, no caso de infraestrutura, é contrato de longo prazo”, afirmou Garcia.

O Movimento AgroPortos pretende manter uma agenda permanente de articulação entre o Parlamento, o setor produtivo e operadores logísticos para acompanhar a implementação das dez prioridades definidas durante o lançamento. A intenção é construir propostas técnicas para ampliar a competitividade da infraestrutura brasileira e apresentar uma agenda nacional voltada ao desenvolvimento logístico do país.


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Autor

  • Maycon Leão

    Correspondente da VTV em Brasília. Direto da capital federal, atualiza os bastidores da politica e as movimentações que afetam nossa região.

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