Após uma sequência de dias chuvosos em São Paulo, a previsão indica mudanças nas condições climáticas. A queda nas temperaturas e a influência do El Niño contribuem para a manutenção do tempo instável em diferentes regiões do estado.
De acordo com o Cepagri, a intensidade dessa instabilidade deve perder força entre hoje e amanhã (15 e 16). O dia deve permanecer nublado, mas ainda há previsão de chuva em regiões como Campinas, no litoral e na metade leste do estado.
Nessas áreas, o risco associado a temporais também é mais elevado. A instabilidade pode resultar em chuva localmente forte, alta incidência de raios, possibilidade de granizo e rajadas de vento.
Quando a chuva para?
A tendência é de que amanhã (16) haja neblina no estado, mas que ela desapareça ao longo do dia e dê lugar ao sol. No litoral, porém, ainda são esperadas chuvas ocasionais, influenciadas pelos ventos que vêm do oceano.
Na quinta-feira (17), as condições devem permanecer semelhantes às de quarta. Já na sexta-feira (18), o tempo deve firmar em Campinas, sem previsão de chuva, de acordo com o Climatempo. A mesma condição é esperada na Baixada Santista.
Setembro: recorde de chuva
Foram registrados 253,8 milímetros de chuva na região do Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, entre o dia 1º e as 9h de 14 de setembro. O volume foi registrado em apenas 14 dias, em um mês que ainda está na metade.
O local é onde o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) realiza medições regulares desde 1943. Em 83 anos de registros, nunca havia chovido tanto em um mês de setembro.
O volume registrado até as 9h do dia 14 se aproxima do que costuma ser observado em meses mais chuvosos, como dezembro e fevereiro. Isso chama atenção porque setembro ainda faz parte do inverno, estação que, tecnicamente, é de pouca chuva
Influência El Niño
Os efeitos do El Niño sobre o clima brasileiro não ocorrem de maneira uniforme em todas as regiões do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A intensidade do fenômeno também influencia seus impactos. Quanto mais intenso o El Niño, maior tende a ser sua influência sobre os padrões de temperatura e precipitação.
Nas regiões Norte e Nordeste, episódios de El Niño estão historicamente associados à redução das chuvas. Esse cenário aumenta o risco de estiagens, diminuição da umidade do solo e impactos sobre os recursos hídricos.
No Sul, ocorre o contrário. Durante a atuação do fenômeno, as precipitações costumam ficar acima da média, o que eleva a probabilidade de chuvas intensas, alagamentos e cheias de rios em algumas localidades.





