Sim! O Dia do Homem existe e é comemorado no dia 15 de julho no Brasil e não em primeiro de abril como muitos brincam. Apesar das brincadeiras, a data é celebrada duas vezes no ano, sendo uma a nível nacional e outra internacional, no dia 19 de novembro.
O Dia do Homem serve para mais do que lembrar de uma masculinidade bruta e inabalável, mas sim para destacar a importância com os cuidados da saúde masculina. Para questionar a esteriotipação muito comum de se ver por aí com as típicas frases: “homem não chora” e “isso não é coisa de homem”, ou induzindo ao pensamento de que homem não sente nada e não pode expressar sentimento algum.
Desconstrução de uma falsa masculinidade
Já se passou muito tempo desde que o único pensamento correto e ditado pelo patriarcado era o de que homens não devem sentir, não devem expressar, não devem se cuidar e tem a única e exclusiva função monetária. Mas convenhamos, já passou da hora de desmistificar tais pensamentos.

Até mesmo nas telinhas, seja em séries, filmes ou novelas, essa desconstrução já começou a ser feita. Se antes a grande maioria dos personagens eram interpretados com características brutas, de cara fechada, grossos e que não expressavam sentimentos, hoje a contradição de tudo aquilo que sempre foi pregado vêm ganhando enfoque. Agora mais do que personagens masculinos que agem como “robôs”, temos personalidades que choram sem segurar as lágrimas por medo do que vão pensar, que demonstram sentimentos, porque afinal o que há demais nisso?
Vale ressaltar que não existe motivo além de mitos preconceituosos, para evitar coisas que são normais aos seres humanos, sejam elas reações fisiológicas ou emocionais. Muito desse pensamento vem atrelado a feminilidade e sensibilidade das mulheres. Mas quando foi que esquecemos que tais comportamentos e atitudes não são de exclusividade do sexo feminino?
O encontro conflitante entre autocuidado e a masculinidade
São muitos pontos a serem discutidos, mas outro que chama a atenção é como um homem que se cuida e se preocupa com o bem-estar pode ser visto como “menos homem”. E novamente, não é de exclusividade das mulheres a prática do autocuidado. De nada influencia nas atitudes se um homem se preocupa com o corte do cabelo e andar com ele sempre arrumado, em cuidar das unhas, se preocupar com as roupas que veste, com o físico e alimentação. A pessoa apenas está se cuidando e não é por isso que a masculinidade dela vai diminuir e pode ser questionada.

O autocuidado é fortemente prejudicado quando pensamentos de que “homem que é homem aguenta sentir dor” são passados entre gerações (assim como contos da carochinha) e pode bater na madeira se falar que não está aguentando. Porque olha que absurdo, se passar mal e querer ir ao hospital! Tais pensamentos só servem para prolongar a dor e o sofrimento, e não fazem nem menos e nem mais homem. Porque pasmem, a dor é algo inerente ao ser humano! Então cuide sim da sua saúde, mantenha os exames em dia, se passar mal ou sentir dor, vá ao hospital! E o mais importante não dê ouvidos a tudo que os outros falam.