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Volta às aulas acende alerta para vacinas atrasadas entre crianças

Especialistas alertam para riscos individuais e coletivos da vacinação incompleta
Volta às aulas acende alerta para vacinas atrasadas entre crianças. Foto: Reprodução

Com o retorno das aulas, o debate sobre vacinas atrasadas volta ao centro das atenções. Após o período de férias, muitas famílias acabam deixando a vacinação em segundo plano, preocupando especialistas diante do aumento do convívio em ambientes fechados, como salas de aula e transporte escolar.

Segundo a infectologista pediátrica Carolina Brites, fevereiro é um momento para revisar a caderneta antes que a rotina escolar se intensifique.

Fevereiro é o momento ideal para revisar a caderneta de vacinas

“A gente acaba não dando prioridade muitas vezes para a questão da saúde nas férias, acaba protelando, e a vacinação é importante justamente para o início das aulas”, afirma a especialista.

Ela explica que este é o período ideal para checar se há doses em atraso. “Fevereiro é o momento de reavaliar a caderneta, verificar quais vacinas não foram feitas, inclusive aquelas que muitas vezes são desconhecidas, e conversar com o profissional de saúde de confiança para que a criança entre no período escolar com a imunidade adequada”, orienta.

Queda na cobertura vacinal aumenta o risco coletivo

O alerta acontece em um cenário de queda na cobertura vacinal no Brasil. Em 2025, o país não atingiu a meta mínima de 95% para a maioria das vacinas do calendário nacional, índice considerado essencial para a proteção coletiva.

Para Carolina Brites, o impacto vai além do indivíduo. “Quando o esquema vacinal está incompleto, os riscos aumentam tanto para a criança quanto para a coletividade”, destaca.

Esquema incompleto compromete a imunidade

A médica reforça que cada vacina segue critérios técnicos bem definidos. “Não existe tomar apenas uma dose quando aquela vacina precisa de duas ou três. Quando o esquema não é completado, a imunidade não fica totalmente formada, e a criança fica mais suscetível às doenças”, explica.

Esse cenário contribui para o reaparecimento de enfermidades que já estavam controladas graças à vacinação em larga escala.

Acompanhamento das vacinas diminui após os primeiros anos

Volta às aulas acende alerta para vacinas atrasadas entre crianças

Outro ponto de atenção é o acompanhamento após a fase de bebê. “Até os 18 ou 24 meses, existe uma preocupação maior com a vacinação. Depois disso, muitas vezes se deixa de acompanhar as vacinas indicadas para crianças mais velhas”, observa Carolina Brites.

Ela também chama atenção para imunizantes que não fazem parte da rotina do SUS. “Vacinas que não são contempladas pelo sistema público acabam ficando de fora, seja por desconhecimento ou por falta de atualização da caderneta”, completa.

Ambiente escolar favorece a transmissão de doenças

Com a volta às aulas, o risco de contágio aumenta. “Ambientes fechados favorecem o contato e a transmissão. As crianças vêm de um período com menos convivência nesses espaços e passam a ter contato diário em grupos”, ressalta a infectologista.

Por isso, manter as vacinas em dia se torna ainda mais importante para reduzir a circulação de vírus e outros agentes infecciosos dentro e fora da escola.

Onde buscar orientação sobre vacinação

O Programa Nacional de Imunizações acompanha a vacinação no Brasil e garante a oferta gratuita de imunizantes em todo o país. Pais e responsáveis podem buscar informações nos postos de saúde ou no site do Ministério da Saúde.

“Vacinação é prevenção. Muitas doenças deixaram de ser frequentes justamente pelo efeito da vacinação”, reforça Carolina Brites.

A atualização da caderneta no início do ano ajuda a proteger não só as crianças, mas toda a comunidade escolar.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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