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Anvisa rebate Trump: paracetamol não causa autismo, informa agência

O paracetamol, medicamento amplamente utilizado no Brasil para redução de febre e alívio de dores leves a moderadas não possui relação com autismo.
Anvisa rebate Trump: paracetamol não tem relação com autismo, informa agência (Foto: unsplash)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou por meio de uma nota não haver notificações de eventos adversos que vinculem o uso do paracetamol durante a gravidez ao diagnóstico de autismo. A nota foi publicada em resposta a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou o uso do remédio com o diagnóstico de autismo.

O paracetamol, medicamento amplamente utilizado no Brasil para redução de febre e alívio de dores leves a moderadas, como cefaleia, cólicas menstruais e dores associadas a resfriados, não apresenta, até o momento, qualquer registro de associação com casos de autismo em gestantes.

Anteriormente, Trump associou o autismo ao uso de vacinas na infância e à ingestão de Tylenol por mulheres grávidas – alegação não respaldada por evidências científicas. Ele afirmou que a FDA, agência reguladora de medicamentos do país (como a Anvisa no Brasil), vai recomendar que gestantes evitem o uso do paracetamol. “Tomar Tylenol não é bom. Vou dizer, não é bom”, disse o americano várias vezes durante o comunicado realizado ontem.

Medicamento de baixo risco e uso consolidado

Segundo a Instrução Normativa nº 265/2023, o paracetamol é classificado como medicamento de baixo risco e está incluído na lista de produtos que podem ser adquiridos sem prescrição médica. Essa categorização decorre de um extenso histórico de uso seguro, validado por anos de acompanhamento clínico e farmacológico.

A Anvisa reforça que o sistema regulatório brasileiro se pauta por critérios científicos e técnicos rigorosos. As normas que regem o registro de medicamentos asseguram que os produtos disponibilizados no país atendam aos requisitos de qualidade, segurança e eficácia, além de estabelecerem as responsabilidades de cada agente envolvido na cadeia de produção e comercialização.

Fala de Trump e OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (23) que não há evidências de que o uso de paracetamol durante a gravidez aumente o risco de autismo em crianças. A agência rebateu uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou na segunda-feira (22) uma suposta descoberta que associava o uso de Tylenol (medicamento que contém paracetamol) na gravidez com o desenvolvimento do transtorno.

“As evidências permanecem inconsistentes”, disse o porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, em uma entrevista para jornalistas em Genebra.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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