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Estados Unidos divulgam decisão sobre possível tarifa ao Brasil hoje (15)

Resultado da investigação comercial pode ampliar a taxação sobre exportações brasileiras
Trump fala em um púlpito em ambiente institucional, com bandeira dos Estados Unidos ao fundo, durante discurso ao microfone e expressão séria ao considerar ações relacionadas ao Irã.

O governo dos Estados Unidos anuncia hoje (15) se adotará medidas comerciais contra o Brasil. A decisão será divulgada ao fim da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos e poderá incluir tarifas sobre produtos brasileiros.

A possibilidade de aplicação dessas tarifas já havia sido indicada em um documento divulgado no mês passado, que propôs uma sobretaxa de 25% em produtos brasileiros. A medida, porém, ainda dependia de uma decisão final, enquanto Brasil e Estados Unidos mantinham negociações.

Caso sejam implementadas, as tarifas fariam com que os produtos brasileiros passassem a enfrentar a segunda maior taxação entre os países que exportam para os Estados Unidos, atrás apenas dos produtos chineses.

Antes dessa possível mudança, o Brasil já aparece entre os países mais afetados pelas tarifas americanas. Segundo os cálculos do Global Trade Alert (GTA), iniciativa independente, o país ocupa atualmente a 13ª posição no ranking, com uma taxa média efetiva de 11,73% aplicada aos produtos brasileiros, inferior apenas às registradas para

  • China;
  • Turquia;
  • Indonésia;
  • Vietnã;
  • Tailândia;
  • Japão;
  • Coreia do Sul;
  • Alemanha;
  • Índia;
  • Áustria;
  • Suécia;
  • Itália.

Antes de definir a medida, o governo dos Estados Unidos abriu uma consulta pública para ouvir opiniões e receber contribuições sobre a proposta de aplicação de tarifas.

Na reunião, funcionários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Ministério das Relações Exteriores, da Assessoria Especial do Presidente da República e Jamieson Greer, representante do Comércio dos Estados Unidos, discutiram as medidas comerciais em negociação. Segundo o governo brasileiro, a medida é considerada injusta.

Em meio às tratativas entre os dois países, realizadas na semana passada, Greer afirmou que Brasil e Estados Unidos ainda estavam distantes de um acordo.

Histórico

O processo de consulta pública para discussão da tarifa estabeleceu diferentes etapas, com prazo até 22 de junho para inscrição de participantes nas audiências, envio de manifestações por escrito até 1º de julho e realização das reuniões públicas nos dias 6 e 7 de julho. As contribuições apresentadas durante essa fase foram consideradas na análise que serviu de base para a decisão final.

Entre os principais argumentos apresentados pelos participantes estava a avaliação de que a medida poderia elevar custos não apenas para empresas brasileiras, mas também para consumidores e cadeias produtivas dos Estados Unidos.

Além das manifestações de representantes de diferentes setores, a audiência também contou com a participação do senador Flávio Bolsonaro, que compareceu por iniciativa própria. Em sua fala, ele afirmou que a aplicação das tarifas naquele momento seria “o pior momento possível”.

Se a medida entrar em vigor, a reação inicial deverá ser uma manifestação oficial de “indignação” com a decisão da Casa Branca, segundo interlocutores de Lula


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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