A gestão da máquina pública e o controle das despesas federais estão entre os temas que diferenciam as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, as propostas dos candidatos também colocam em pauta o futuro dos concursos públicos e das carreiras dos servidores federais.
Apesar de o funcionalismo público estar entre os assuntos em debate, os programas apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral não avançam a ponto de definir um calendário completo para a realização de concursos ou detalhar todas as possíveis mudanças nas carreiras federais.
Diferenças
Lula propõe dar continuidade à política de valorização dos servidores públicos federais e fortalecer as negociações com as categorias por meio da Mesa Nacional de Negociação Permanente. Já o programa de Flávio Bolsonaro não apresenta uma proposta específica para acabar com os concursos públicos.
Em meio à repercussão do tema nas redes sociais, Flávio afirmou, em 7 de outubro, que não pretende eliminar os concursos e classificou como falsas as publicações que atribuíam essa intenção à sua candidatura. Apesar da declaração, seu plano de governo não especifica o número de vagas previstas nem estabelece critérios para a realização de futuras seleções.
Na área dos concursos públicos, Lula também defende a continuidade do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), iniciativa conhecida como “Enem dos Concursos”.





