Os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam visões diferentes sobre o papel do Estado, com propostas que envolvem privatizações, reforma administrativa, digitalização de serviços e controle dos gastos públicos.
Enquanto o petista defende a manutenção e o fortalecimento de empresas estatais e a modernização da gestão pública, o senador propõe reduzir a estrutura administrativa, cortar despesas e retomar medidas de desestatização.
Confira algumas diferenças entre os planos de governo.
Plano de governo de Flávio Bolsonaro
O programa de Flávio Bolsonaro prevê a ampliação dos serviços digitais como estratégia para modernizar a administração pública e reduzir custos. A proposta associa a digitalização à diminuição da burocracia e à agilidade no atendimento à população.
Uma das principais propostas do plano é o chamado “tesouraço”, apresentado como uma estratégia de cortes abrangentes na máquina pública. A medida está associada à realização de uma reforma administrativa e à redução das despesas de funcionamento do governo.
Na área de desestatização, Flávio propõe retomar o Programa Nacional de Desestatização, iniciativa utilizada em processos de privatização e reorganização de empresas estatais. O documento também defende a venda de ativos públicos considerados não estratégicos, com a justificativa de atrair investimentos privados e contribuir para a redução do endividamento do Estado.
O documento também propõe reforçar os critérios técnicos para a indicação de dirigentes de agências reguladoras, estabelecer avaliações periódicas e revisar normas regulatórias, mantendo a segurança jurídica.
Plano de governo de Lula
O programa de Lula prioriza a melhoria da eficiência dos serviços públicos, o controle das despesas e a ampliação da transparência na administração federal. A proposta também prevê o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e avaliação de políticas públicas, com o objetivo de melhorar os resultados das ações governamentais e reduzir as desigualdades sociais.
Entre as medidas previstas está a expansão dos serviços digitais oferecidos à população por meio de plataformas como o Gov.br, que reúne serviços públicos federais. O documento também aponta a criação e o aprimoramento de infraestruturas digitais para facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços do governo.
Na área econômica, o programa se posiciona contra a privatização de empresas como Petrobras, Embrapa e Correios. O documento atribui às estatais uma função estratégica no desenvolvimento econômico, nos investimentos públicos e na preservação da soberania nacional.
Como foi o primeiro turno das eleições
O resultado do primeiro turno das eleições foi acirrado: Flávio Bolsonaro levou vantagem, obtendo 2,2 milhões de votos a mais do que o petista. O segundo turno ocorre neste domingo (25).
Flávio recebeu 56.104.268 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 53.876.617 votos, o que corresponde a 45,16%.
Foram registrados 2.300.781 votos brancos (1,84%) e 3.674.149 votos nulos (2,93%). O total de votos válidos correspondeu a 125.272.513.
Com informações da Agência Brasil*




