Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, acompanha nesta sexta-feira (23) o debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), nos estúdios da TV Globo. A menina morreu após ser atingida por um disparo durante uma ação policial em Niterói (RJ), em fevereiro de 2021. Flávio integrou a defesa do policial militar acusado pela morte da criança.
Cristiane está entre os convidados de Lula para acompanhar o confronto, que ocorre dois dias antes da votação do segundo turno das eleições presidenciais. O caso vem sendo debatido desde o debate da Band, no último domingo (18), quando o petista questionou a atuação do adversário na defesa do policial.
Na ocasião, Lula cobrou explicações sobre um recurso assinado por Flávio no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2024, para tentar impedir que o policial fosse julgado pelo Tribunal do Júri. O pedido foi negado pela Justiça, que manteve a decisão de levar o caso a julgamento popular.
Entenda o caso de Ana Clara
Ana Clara tinha 5 anos quando foi baleada, em 2 de fevereiro de 2021. Ela brincava na porta de casa com o irmão, de 2 anos, na comunidade de Monan Pequeno, em Niterói, quando foi atingida pelo disparo. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o tiro partiu de um fuzil utilizado pelo cabo Bruno Dias Delaroli.
A acusação sustenta que o policial disparou em direção a uma área residencial, assumindo o risco de atingir moradores. A defesa do agente alegou que houve confronto armado, mas a investigação contestou essa versão. Delaroli chegou a ser preso após a morte da menina, mas responde ao processo em liberdade desde novembro de 2021, sob medidas cautelares.
Em 2024, Flávio passou a integrar oficialmente a defesa do policial e assinou o recurso apresentado ao STJ para tentar impedir o julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. O tribunal rejeitou o pedido, e o policial continua aguardando julgamento. Até esta sexta-feira (23), o caso ainda não havia sido julgado.




