Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, nesta segunda-feira (10), a implementação imediata de 10 novas regras no futebol nacional. Entre as medidas estão ações para diminuir a “cera” durante as partidas e avanços na formação da Liga do Futebol Brasileiro.
A maioria das mudanças já havia sido testada e utilizada durante a Copa do Mundo de 2026. Entre as principais novidades está uma regra que também será adotada em ligas europeias: se o goleiro adversário precisar de atendimento médico, o jogador que estiver em campo deverá permanecer fora por pelo menos um minuto.
Estudo
O baixo tempo de bola em jogo é uma das principais preocupações da CBF. Um levantamento realizado pela Opta, a pedido da CBF Academy, analisou 177 jogos da Série A até a pausa para a Copa do Mundo e registrou uma média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida.
Além disso, o futebol brasileiro apresenta um dos menores tempos de bola em jogo entre as principais ligas avaliadas. O Brasileirão fica atrás de MLS, Bundesliga, Ligue 1, Premier League, LALIGA e Serie A italiana, superando somente o Campeonato Argentino no levantamento.
Entre os fatores apontados pelo levantamento para explicar o baixo tempo de bola em jogo estão o número elevado de faltas, a demora para as cobranças serem executadas, as reposições prolongadas e a prática conhecida como “cera”.
A meta da CBF é aumentar o tempo de bola rolando já nos próximos meses. No curto prazo, a CBF espera elevar a média de 52 minutos para 57 ou 58 minutos por partida. A meta definitiva é chegar a 59 ou 60 minutos de bola rolando, índice considerado ideal pela entidade.

Confira as novas regras:
1 – Goleiro terá oito segundos para ficar com a bola nas mãos
O goleiro terá até oito segundos para permanecer com a bola nas mãos. Se ultrapassar o limite, a posse será entregue ao adversário, que ganhará o direito de cobrar um escanteio.
2 – Cinco segundos para cobrar tiro de meta
A cobrança do tiro de meta deverá ser realizada em até cinco segundos. Se o jogador exceder o tempo permitido, o adversário ganhará um escanteio.
3 – Cinco segundos para cobrar lateral
A cobrança de lateral também terá um limite de cinco segundos. Caso o jogador ultrapasse o tempo permitido, a posse de bola será revertida ao adversário.
4 – Dez segundos para deixar o campo em substituições
O jogador substituído terá até 10 segundos para deixar o campo. Se ultrapassar esse limite, poderá receber cartão amarelo por retardar a partida.
5 – Jogador de linha precisa deixar o campo quando goleiro receber atendimento
Se o goleiro receber atendimento médico, um jogador de linha da mesma equipe terá de deixar o campo por um minuto. O atleta será escolhido pelo treinador ou pelo capitão.
6 – Um minuto fora após atendimento médico
O jogador que receber atendimento médico em campo deverá permanecer fora por um minuto antes de voltar à partida.
7 – Somente o capitão poderá falar com o árbitro
Apenas o capitão poderá se aproximar do árbitro para discutir decisões. Além disso, o juiz sinalizará o início da conversa com o punho cerrado acima da cabeça, enquanto os demais jogadores deverão ficar a cerca de quatro metros de distância.
O atleta que descumprir a regra poderá ser advertido com cartão amarelo.
8 – Lei Vini Jr.
O jogador que cobrir a boca com as mãos durante uma discussão com um adversário poderá receber cartão vermelho. A regra ficou conhecida como “protocolo Vini Jr.”.
9 – VAR poderá revisar escanteio que resulte em gol ou pênalti
A partir de 2027, o árbitro de vídeo poderá revisar um escanteio marcado de forma errada caso a cobrança resulte em gol ou pênalti.
10 – VAR poderá revisar segundo cartão amarelo
O árbitro de vídeo poderá revisar situações em que o segundo cartão amarelo provoque a expulsão de um jogador. A primeira advertência, no entanto, não poderá ser analisada pelo VAR.
