A confirmação da participação do Irã na Copa do Mundo FIFA 2026 voltou a provocar debates sobre política internacional e esporte a pouco mais de um mês do início do torneio. A presença da seleção iraniana nos Estados Unidos, um dos países-sede da competição, ocorre em meio a tensões diplomáticas envolvendo Teerã e o governo norte-americano.
Durante congresso da FIFA realizado em Vancouver, no Canadá, o presidente da entidade, Gianni Infantino, confirmou que a seleção iraniana disputará partidas em território norte-americano.
Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o assunto de forma irônica ao ser questionado por jornalistas na Casa Branca.
Jogos do Irã ainda geram debate
Apesar da confirmação da presença iraniana no Mundial, ainda existem questionamentos sobre os locais das partidas da seleção. O Irã integra o Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com jogos inicialmente previstos para cidades norte-americanas como Los Angeles e Seattle.
De acordo com as informações divulgadas, uma alternativa seria transferir os jogos da seleção iraniana para outros países-sede da Copa, como Canadá ou México.
A situação também envolve a comunidade iraniana que vive nos Estados Unidos. Em Los Angeles, onde está concentrada uma das maiores diásporas iranianas do mundo, parte dos imigrantes se posiciona contra a atual seleção, considerada por críticos como ligada ao regime iraniano.
Histórico recente amplia discussões
As discussões em torno da seleção iraniana ganharam força desde a Morte de Mahsa Amini, episódio que desencadeou manifestações no país em 2022. Durante a Copa do Mundo disputada no Catar naquele ano, torcedores iranianos chegaram a vaiar a própria seleção em protesto contra o governo.
Recentemente, a delegação iraniana também desistiu de participar do congresso da FIFA no Canadá alegando dificuldades migratórias.
O caso reforça como a próxima Copa do Mundo segue cercada por questões diplomáticas e políticas além do futebol.