A Ponte Preta enfrenta um momento crítico na temporada 2026. Sem vencer há um mês, a equipe campineira acumula resultados negativos e já preocupa torcedores neste início de Série B do Campeonato Brasileiro. A última vitória foi no dia 10 de março, contra o Guarany de Bagé. Desde então, o time não voltou a triunfar.
O cenário se agravou com a derrota por 1 a 0 para o Vila Nova, no estádio Moisés Lucarelli, pela quarta rodada. O gol da partida foi marcado por Ryan, em um confronto que terminou cercado por polêmica de arbitragem.
Nos minutos finais, jogadores da Ponte pediram pênalti após um possível toque de mão dentro da área, mas o árbitro Afro Rocha Carvalho Filho não revisou o lance no VAR. A decisão gerou revolta, mas não foi o único fator determinante para o resultado.
Ineficiência ofensiva pesa mais uma vez
Apesar da reclamação com a arbitragem, o principal problema da Ponte Preta segue sendo a baixa eficiência no ataque. A equipe criou oportunidades claras, mas falhou nas finalizações, repetindo um padrão que tem marcado a temporada.
De acordo com análise do jornalista Júlio Nascimento, a equipe desperdiçou chances decisivas ao longo da partida. Já Carlos Henrique aponta a falta de qualidade no setor ofensivo como um dos principais entraves do time.
Fragilidade emocional preocupa
Outro ponto que chama atenção é o comportamento da equipe após sofrer gols. Contra o Vila Nova, após o gol de Ryan, a Ponte Preta se desorganizou em campo e apresentou queda brusca de rendimento.
Erros em sequência, perda de controle do jogo e dificuldades na criação ofensiva evidenciam um time abalado psicologicamente, o que dificulta qualquer reação dentro das partidas.

Números refletem a má fase
A campanha na temporada reforça o momento preocupante. Em 14 jogos disputados, a Ponte Preta soma 11 derrotas, número que escancara a dificuldade da equipe em se manter competitiva, conforme levantamento do jornalista Carlos Corsato.
Na Série B, são três derrotas em quatro rodadas, desempenho que já coloca pressão sobre elenco e comissão técnica logo no início da competição.
Pressão aumenta dentro e fora de campo
Além dos problemas técnicos, o ambiente extracampo também influencia. Questões internas, pressão da torcida e instabilidade política aumentam o peso sobre os jogadores, que ainda não conseguiram dar resposta dentro de campo.
O meia Elvis, referência na criação, é um dos que têm apresentado queda de rendimento, reflexo do momento coletivo da equipe.
A crise da Ponte Preta não se resume a um resultado isolado. O time apresenta falhas recorrentes, especialmente no ataque, além de instabilidade emocional e falta de confiança.
Sem evolução rápida, o risco é transformar o jejum atual em uma campanha ainda mais complicada ao longo da temporada.
Próximos passos
A Ponte Preta volta a campo no sábado, dia 18, contra o Avaí, na Estádio da Ressacada, às 20h30, em confronto válido pela sequência da Série B. A equipe precisa de uma resposta imediata para evitar que o início ruim comprometa toda a campanha na competição.
Créditos:
Informações e análises baseadas em conteúdos dos jornalistas Carlos Henrique, Júlio Nascimento, do ge, e Carlos Corsato, do Futebol Interior.