Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Mulheres trans serão banidas de competições olímpicas pelo COI; entenda

Medida será aplicada a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028
Bandeira dos Jogos Olímpicos com os cinco anéis, ilustrando mudanças na elegibilidade feminina anunciadas pelo COI.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova política que limita a participação nas categorias femininas dos Jogos Olímpicos. A partir da edição de Los Angeles 2028, a elegibilidade das atletas será definida por meio de um teste genético único, responsável por identificar a presença ou ausência do gene SRY — localizado no cromossomo Y e associado ao desenvolvimento biológico masculino.

De acordo com a nova diretriz, atletas que apresentarem resultado positivo para o gene SRY não poderão competir na categoria feminina em eventos oficiais do COI. A medida impacta mulheres trans e também atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD).

Recentemente, a Federação Internacional de Atletismo já havia estabelecido regras para restringir a participação de atletas em condições genéticas semelhantes, especialmente após o destaque da sul-africana Caster Semenya em competições internacionais.

Outro caso frequentemente citado é o da argelina Imane Khelif, campeã olímpica de boxe em Paris 2024. A atleta, que é intersexo, foi alvo de ataques e questionamentos durante os Jogos. No ano anterior, a World Boxing já havia vetado sua participação no Campeonato Mundial com base em critérios de elegibilidade biológica.

Caster Semenya competindo no atletismo, exemplo de atleta impactada pelas políticas de elegibilidade nos Jogos Olímpicos.
Caster Semenya foi campeã olímpica em 2012 e 2016 / Foto: Reprodução

“Baseada na ciência”

A presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que a diretriz anunciada “foi baseada na ciência e liderada por especialistas médicos”.

“Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem significar a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, é absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, simplesmente não seria seguro”, disse.

A norma será adotada em todas as modalidades que integram o programa esportivo de eventos organizados pelo COI, incluindo os Jogos Olímpicos. A medida vale tanto para esportes individuais quanto coletivos. No entanto, a entidade esclareceu que a regra não se estende a programas esportivos de caráter educativo, de base ou recreativo.

Como funciona o teste SRY

O teste do gene SRY serve para identificar a presença de material genético associado ao desenvolvimento sexual masculino, já que esse gene, normalmente localizado no cromossomo Y, é responsável por iniciar esse processo no embrião.

Na prática, o procedimento pode ser feito de forma simples e pouco invasiva, por meio de saliva, coleta com swab bucal ou amostra de sangue, evitando métodos mais complexos.

A exceção fica para casos específicos, como pessoas com Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa (SIA) ou outras diferenças no desenvolvimento sexual (DDS) raras, em que, apesar da presença do gene, o organismo não responde aos efeitos da testosterona. Nesses casos, entende-se que não há vantagem competitiva associada aos níveis hormonais.


Continua após a publicidade

Autor

  • Marcelo Castro

    Colaborador do VTV News e comentarista esportivo. Atua na cobertura dos principais clubes do interior paulista e da Baixada Santista, com destaque para Santos, Guarani, Ponte Preta e Red Bull Bragantino. Já foi locutor e produtor na Rádio Mix FM Santos, apresentando quadros voltados ao esporte, notícias e entretenimento.

VEJA TAMBÉM

Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Palmeiras goleia o Vitória por 4 a 0 e segue isolado na liderança do Brasileirão

Foto de Ari Ferreira/Red Bull Bragantino.

Bragantino vence o Sporting Cristal e avança às oitavas de final da Sul-Americana

Quina 7078 pode pagar R$ 26 milhões hoje; confira o resultado

Quina 7078 pode pagar R$ 26 milhões hoje; confira o resultado

Karoline Lima e Léo Pereira em clima romântico, sentados lado a lado em um encontro com mesa de xadrez e taças de vinho, sorrindo como em confirmação de noivado e reconciliação.

Karoline Lima fala sobre casamento com Léo Pereira: ‘Quero fazer tudo bonitinho’

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.