Após a derrota por 2 a 0 para o Capivariano no Campeonato Paulista, o técnico Marcelo Fernandes desabafou e admitiu que os problemas enfrentados pela Ponte Preta foram além da responsabilidade da comissão técnica.
Marcelo explicou que a equipe ainda sofre com o transfer ban, que impede o clube de registrar os reforços contratados para a temporada. Sem a regularização dessa situação, o treinador considera difícil reverter o desempenho ruim.
“Não foi fácil lidar com esses problemas no ano passado, mas agora não está mais na minha mão e de ninguém da comissão. Não depende mais da nossa atitude. Estamos fazendo de tudo, mas só isso não é suficiente. Só tem uma coisa que é suficiente neste momento e não depende de nós”.
Colocou o cargo à disposição
O técnico também abriu espaço para que a diretoria avalie mudanças no comando, caso entenda necessário, e colocou o próprio cargo à disposição enquanto a Ponte busca soluções. Ele ressaltou que, se os reforços não forem regularizados até terça-feira (20), os próprios jogadores contratados podem optar por deixar o clube.
“Eu pedi para os jogadores ficarem até terça-feira. Tive que pedir para não ir embora. Mas, se não conseguir derrubar o transfer ban, vai ficar uma situação muito difícil”.
Com três derrotas em três partidas, o clube de Campinas ocupa a lanterna do Paulistão e já se prepara para o próximo compromisso, contra o São Bernardo, marcado para quarta-feira (21), às 21h30, no Moisés Lucarelli.

Protestos contra a diretoria
A insatisfação da torcida com a diretoria da Ponte Preta também avançou para fora de campo e promete ganhar força ao longo da semana. Dois atos já estão marcados: o primeiro nesta segunda-feira (19), organizado por torcedores em geral, e o segundo na quarta-feira (21), convocado pela Torcida Jovem, principal organizada do clube.
Os protestos miram diretamente o presidente Luiz Torrano e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin, alvos das críticas em meio à grave crise financeira enfrentada pela Macaca.
Além das manifestações presenciais, um abaixo-assinado virtual vem ganhando adesão nas redes sociais. Até a manhã desta segunda-feira, o documento reunia cerca de 1,2 mil assinaturas, pedindo a saída da atual diretoria.