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Sorte que eu vi, vibrei e chorei!!!

Quem tem menos de trinta anos nem sequer sabe do que eu estou falando. São três décadas, mas parece mesmo que foi ontem. Na saída da Tamburello, o sonho transformado em pesadelo num maldito milésimo de segundo. Foi num primeiro de maio que Brasil, o Mundo e todo Sistema Solar, foram obrigados a entender na pele, como uma lâmina afiada, o sentido pleno da palavra “Perda”.

Quem não se desfez em lágrimas com o anúncio oficial da morte do Ídolo, de todos nós ? O Herói imortal de uma nação inteira, morto.

As crianças ficaram confusas, porque tinham a convicção de que Senna, das tardes de domingo, das revistas em quadrinhos, era invencível.

E como era !!!

Quem não se contorceu no sofá, apertou as mãos, e gritou com força assistindo aquelas disputas mágicas entre Airton, e Nigel Mansell, entre Airton e Alain Prost. Quem não se desmanchou em lágrimas na corrida de Interlagos, quando exausto, não conseguiu sair do carro. A pista foi invadida, e a torcida carregou Airton Senna nos ombros até o pódio. Naquela manhã de domingo, desafiando a meta física pulei pra dentro da tv, e também carreguei Senna nos braços, me lembro ele estava exausto, mas feliz, nós ….em puro êxtase.

Cada vez que vejo a luz verde, ouço do ronco, e a canção da vitória, viajo no tempo. Sentado ao lado do meu Pai que tinha verdadeira adoração por Airton Senna nas manhãs de domingo ficávamos lado a lado no sofá, ele se contorcia, e mordia os lábios a cada manobra. Na bandeira quadriculada chorava sem nenhuma vergonha.

Eles agora devem conversar muito sobre o assunto.

Tive a oportunidade de ficar bem perto do piloto, quando ele fez a anúncio que estava indo para a Williams numa coletiva de imprensa no escritório dele em São Paulo, foi gentil e cortês com todos.

A fórmula Um morreu pouco junto com Senna, e todos nós também!


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