Afundada na zona de rebaixamento da Série B do Brasileirão, a Ponte Preta vive uma situação dramática dentro e fora das quatro linhas. Márcio Zanardi chegou com a missão de reverter esse cenário, mas ainda não conseguiu.
Somando seis derrotas nos seis primeiros jogos no comando da Macaca, o treinador alcançou uma marca indigesta: ele registra o pior início de um técnico da equipe paulista neste século.
Nem mesmo a passagem de mais de 40 treinadores diferentes durante os anos 2000, conseguiram atingir uma sequência de seis derrotas consecutivas.
Em 2010, o técnico Givanildo Oliveira viveu um começo semelhante. Na época, a Macaca somou quatro derrotas e dois empates nos seis primeiros compromissos.
Zetti, em 2005, teve quatro derrotas em quatro jogos, mas acabou deixando o clube antes mesmo de completar seis partidas.
Além disso, outros técnicos como Rodrigo Santana e Wanderley Paiva conseguiram conquistar ao menos uma vitória e um empate nas seis primeiras rodadas, superando outros treinadores.
Crise sem fim
Os resultados dentro de campo reflete mum ambiente turbulento fora das quatro linhas. O clube enfrenta sua maior crise financeira, com salários atrasados desde julho de 2025, transfer bans e saída de jogadores durante a janela de transferências.
Para piorar a situação, torcedores picharam os muros do estádio Moisés Lucarelli na madrugada da última sexta-feira (17). As mensagens foram direcionadas ao presidente Luiz Torrano e ao vice-presidente Marco Antonio Eberlin.
Recentemente, o presidente Luiz Torrano também revelou um déficit mensal de R$ 3 milhões e aposta na SAF para tentar reerguer a Ponte Preta.
Próximo desafio
Buscando encerrar a sequência negativa, a Ponte entra em campo nesta quarta-feira (22), às 19h30 (de Brasília), para enfrentar o Operário-PR, em Ponta Grossa, no fechamento do primeiro turno da Série B.
Em caso de nova derrota, a Macaca vai igualar o maior número de derrotas em um primeiro turno da Série B desde 2006, quando a competição adotou o formato atual.
