O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar a espalhar uma informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida. Em resposta, a entidade negou a acusação em nota divulgada no domingo (27) e afirmou que “a mentira não se combate com outra mentira”.
A discussão começou depois que publicações nas redes sociais associaram Flávio a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato já havia negado essa intenção. Agora, ele atribui a divulgação da informação ao PT e diz que o partido contou “com a ajuda de gente dentro da CNBB”. O senador não apresentou provas da participação de integrantes da entidade.
O que diz a CNBB

Em nota publicada em seu site, a CNBB afirmou que não produziu, autorizou nem participou da divulgação de informações falsas sobre a eleição. Além disso, declarou que não integra partidos ou candidaturas e repudiou o uso de desinformação, independentemente de quem se beneficie dela.
A conferência também contestou a falta de provas para a acusação. Segundo a entidade, associá-la à produção ou disseminação de informações falsas atinge injustamente a instituição e prejudica o debate eleitoral.
De onde veio a discussão sobre a padroeira?
A Lei nº 6.802, de 1980, estabelece o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Em 2007, o então deputado federal Professor Victório Galli apresentou um projeto para mudar essa denominação na lei.
No entanto, a Câmara arquivou a proposta em 2008. Flávio Bolsonaro não apresentou o projeto nem participou de sua tramitação.




