Um jovem de 21 anos, já identificado pela Polícia Militar (PM), é suspeito de matar a própria irmã, de apenas dois anos, na Vila Teimosa, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira (28) e foi apresentado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município.
Segundo a PM, a mãe teria se ausentado momentaneamente da residência e deixado os filhos no imóvel. Ao retornar, foi informada de que o filho, que tem deficiência intelectual, teria agredido a criança e fugido. A informação preliminar é de que a menina foi atacada pelo próprio irmão com um martelo.
Ainda de acordo com a corporação, a vítima foi socorrida por populares e encaminhada a uma unidade de pronto atendimento do município, onde o óbito foi constatado. Imagens obtidas pela VTV, emissora afiliada do SBT, feitas no local, mostram manchas de sangue e uma fralda dentro de um carro (veja abaixo).

Suspeito sequestrado?
Durante o atendimento à família, os policiais receberam a informação de que o jovem teria sido agredido e levado do local por um grupo de pessoas. Além disso, buscas realizadas nas imediações levaram os agentes a uma residência, onde foi encontrado material de interesse para a investigação, que não foi detalhado.
O imóvel foi preservado para a realização de perícia técnica e, até o momento, o suspeito não foi localizado. A ocorrência foi apresentada pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande na DDM, onde foram adotadas as medidas de Polícia Judiciária cabíveis. A defesa do jovem não foi localizada, mas o espaço segue aberto.
Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
Casos de violência física, psicológica, ameaças, abuso, violações de direitos ou situações que coloquem crianças e adolescentes em risco podem ser denunciados por diferentes canais de atendimento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Os principais canais são:
- Disque 100 – serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos;Polícia Militar – pelo telefone 190, em casos de emergência;
- Polícia Civil – presencialmente em delegacias;
- Conselho Tutelar – responsável por acompanhar situações que envolvam menores;
- Delegacias especializadas como as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e unidades de proteção à criança e ao adolescente.
Segundo especialistas, denúncias podem ser fundamentais para interromper ciclos de violência, garantir proteção às vítimas e auxiliar investigações. Mesmo em casos de suspeita ou quando não há confirmação dos fatos, informações podem contribuir para o acionamento da rede de proteção.
*Com informações da repórter da VTV SBT, Marcela Damore




