A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o nível mais baixo de seu atual mandato. É o que aponta a pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada na última segunda-feira (17), na qual 33% dos norte-americanos afirmam aprovar o desempenho do republicano na Casa Branca, enquanto 64% desaprovam a gestão.
O levantamento nacional foi realizado de forma online entre os dias 14 e 17 de agosto, ouvindo 1.166 adultos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Na comparação com a pesquisa anterior, a aprovação recuou de 35% para 33%, igualando o patamar mais baixo registrado em seu primeiro mandato, em dezembro de 2017.
O peso da guerra no Irã sobre a popularidade
Desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025 com uma aprovação próxima de 47%, a popularidade de Trump tem apresentado quedas sucessivas, impulsionada principalmente por questões econômicas. No entanto, o cenário atual piorou de forma expressiva devido ao conflito militar contra o Irã.
A ofensiva, lançada em conjunto com Israel para conter o programa nuclear iraniano, expandiu-se para a região do Estreito de Ormuz. Como a rota concentra cerca de 20% do comércio global de petróleo, o bloqueio parcial afetou os preços dos combustíveis e pressionou a inflação.
Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados acreditam que o envolvimento militar dos Estados Unidos vai se prolongar por um longo período. Entre os eleitores, o pessimizmo atinge 87% dos democratas e 71% dos republicanos, enquanto apenas 16% esperam um fim breve para o conflito.
Reflexos nas eleições de meio de mandato
A crise econômica e o descontentamento popular preocupam aliados do Partido Republicano, que temem perder o controle do Congresso nas eleições de novembro.
Pela primeira vez em cerca de uma década, a pesquisa mostrou que os eleitores preferem os democratas (38%) aos republicanos (35%) como os mais capacitados para gerir a economia e o custo de vida no país.
Histórico do conflito nuclear
As tensões com Teerã escalaram após um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que deixou mais de 500 mortos em meio a negociações sobre acordos nucleares.
Enquanto Washington justifica os ataques pela necessidade de impedir que o Irã desenvolva armas atômicas, o governo iraniano nega as acusações e defende que o programa possui fins exclusivamente pacíficos para a geração de energia.