O Hezbollah, grupo político-militar do Líbano, voltou a promover ações militares contra Israel nesta quinta-feira (9), após a violação do cessar-fogo firmado pelo Irã e pelos Estados Unidos. O governo de Benjamin Netanyahu realizou o maior ataque contra o país libanês um dia após o acordo de trégua, resultando em 250 mortos.
“Em defesa do Líbano e de seu povo, e em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo, e após a Resistência ter aderido ao cessar-fogo enquanto o inimigo não o fez, os mujahidin [combatentes] da Resistência Islâmica atacaram o assentamento de Manara com uma saraivada de foguetes às 2h30 da manhã de quinta-feira”, diz um dos comunicados.
O grupo xiita anunciou uma série de ataques com foguetes contra o norte de Israel, como os assentamentos de Avivim, Shomera e Shlomi, entre outros. O Hezbollah acrescentou ainda que “continuará até que a agressão israelense-americana contra o nosso país e nosso povo cesse”.
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Israel recusa inclusão do Líbano no cessar-fogo
Israel não quer incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo e afirmou que continuará com as ofensivas a fim de “eliminar qualquer ameaça ao Estado de Israel”.
A Força de Defesa de Israel (FDI) informou que assassinou oito membros do Hezbollah nesta quinta-feira, durante uma batalha, incluindo o líder Maher Qassem Hamdan, comandante do grupo na região de Chebaa, no sul do Líbano.
“Tropas da 162ª Divisão continuam operações terrestres direcionadas no sul do Líbano”, informou a FDI.
Tel Aviv disse ainda que assassinou o secretário do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem. O sobrinho de Qassem, Ali Yusuf Harshi, teria sido morto na noite de ontem (8), em Beirute.
🔴ELIMINATED: Ali Yusuf Harshi, the personal secretary to Hezbollah Secretary-General Naim Qassem in Beirut.
— Israel Defense Forces (@IDF) April 9, 2026
A close associate and personal advisor, Harshi played a key role in managing and securing Qassem’s office.
The IDF also struck two key crossings used by Hezbollah to…
Irã ameaça romper o cessar-fogo
O Irã ameaça romper de vez com o cessar-fogo devido aos bombardeios realizados por Israel contra o território libanês na quarta-feira (8). Segundo o país, entre os pontos negociados no cessar-fogo estava o fim da guerra em todas as frentes no Oriente Médio, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza.
A inclusão do Líbano no acordo de duas semanas é negada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, o primeiro-ministro do Paquistão, mediador do acordo, confirmou que o fim dos combates no Líbano fazia parte das negociações.
Países como França, Reino Unido e Espanha, além de representantes da União Europeia, pressionam para que o Líbano faça parte do acordo.
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, afirmou que a manutenção dos ataques contra o Líbano torna os esforços para o fim da guerra no Oriente Médio “sem sentido”.
Reunião pode definir acordo
Em uma reunião a ser realizada nesta sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão, representantes do Irã e dos Estados Unidos irão discutir pontos para um possível acordo de cessar-fogo de duas semanas.