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Saiba como junho se tornou o ‘Mês do Orgulho LGBTQIAPN+’

Campanha serve para refletir sobre direitos, igualdade e inclusão

Sem justificativa, policiais invadiram o bar Stonewall Inn, em Nova York, na madrugada de 28 de junho de 1969, e agrediram frequentadores da comunidade LGBTQIAPN+. As prisões e a violência levaram a uma reação quase espontânea do público, que enfrentou os agentes. Eles não sabiam, mas desencadearam uma revolta histórica.

Desde então, o mês de junho tem sido reconhecido como Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. O momento, alusivo à revolta de Stonewall, serve para refletir sobre direitos, igualdade e inclusão. Como diz a história, a luta que nasceu ali se transformou em movimento global, dando força àqueles que, por tanto tempo, foram silenciados.

Essas pessoas fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+, porque vivenciam a sexualidade e o gênero de formas que contrariam as normas impostas pela sociedade. O principal foco é celebrar diversidade e promover respeito a vivências além dos padrões tradicionalmente considerados “normais” ou “naturais” pela visão heteronormativa.

O que é a comunidade LGBTQIAPN+?

A comunidade LGBTQIAPN+ abrange orientações sexuais diversas – atração sexual, romântica ou afetiva que uma pessoa sente por outras pessoas -, como é o caso de pessoas lésbicasgaysbissexuais. Porém, nem todos da comunidade são atraídos pelo mesmo gênero; há, também, heterossexuais na sigla LGBTQIAPN+.

Como? Isso acontece porque há uma diferença entre orientação sexual e identidade de gênero. Identidade de gênero está relacionada à forma como uma pessoa se reconhece internamente, seja como homem, mulher ou outro gênero, independentemente do sexo atribuído ao nascer.

Quando a identidade de gênero de alguém não corresponde ao sexo atribuído no nascimento, essa pessoa se entende como transgênero. Já a forma como essa identidade é expressa no mundo, seja por meio de vestimentas, comportamento, aparência ou outros sinais, é chamada de expressão de gênero.

Em 2018, a bandeira LGBTQIAPN+ ganhou uma grande atualização: o designer Daniel Quasar, dos Estados Unidos, incluiu as cores do movimento trans e da luta pela igualdade racial – Arte: VTV News

Entenda o que significa cada letra da sigla LGBTQIAPN+

L — Lésbicas: mulheres que gostam de outras mulheres.

G — Gays: homens que gostam de outros homens.

B — Bissexuais: pessoas que gostam de mais de um gênero (por exemplo, homens e mulheres).

T — Transgêneros: pessoas que não se sentem bem com o gênero que receberam ao nascer e vivem com outro gênero. Isso inclui também as travestis, que vivem com aparência e identidade feminina.

Q — Queer: pessoas que não seguem as regras tradicionais de gênero ou sexualidade. Inclui quem gosta de se expressar de forma diferente, como drag queens.

I — Intersexo: pessoas que nascem com corpo (como órgãos sexuais ou hormônios) que não se encaixam totalmente em “masculino” ou “feminino”.

A — Assexuais, agênero ou arromânticos: pessoas que não sentem atração sexual, romântica ou não se identificam com nenhum gênero.

P — Pansexuais e polissexuais: pessoas que gostam de outras pessoas, não importa o gênero ou a identidade delas.

N — Não-binários: pessoas que não se veem como homem ou mulher, ou se veem como os dois.

+ — Mais: representa outras identidades e orientações que também fazem parte da diversidade, como gênero fluido.

Bandeiras servem como símbolos de orgulho, resistência e visibilidade, além de serem ferramentas para educar a sociedade sobre a diversidade de experiências e identidades – Arte: VTV News

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Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

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