O Banco Central anunciou mudanças importantes para quem sofre com golpes do Pix. A partir de novembro, será possível recuperar valores de forma mais rápida, com devoluções em até 11 dias após a contestação. O objetivo é dar mais agilidade ao processo e aumentar as chances de rastrear o dinheiro desviado.
O que muda para vítimas de golpes do Pix?
Até agora, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) permitia bloquear apenas a conta que recebeu o Pix suspeito. Isso dificultava a recuperação, já que fraudadores costumam repassar os valores rapidamente para outras contas.
Com a atualização, o sistema vai mapear o caminho do dinheiro em todas as transações ligadas ao golpe. Além disso, os bancos terão que disponibilizar um botão específico para denúncias dentro da área do Pix, facilitando o comunicado imediato da vítima.
Quando a nova regra passa a valer?
Segundo o Banco Central, a novidade estará disponível a partir de 23 de novembro e se tornará obrigatória em 2 de fevereiro de 2026. A expectativa é que a medida ajude a reduzir o impacto dos golpes do Pix, que hoje somam cerca de 400 mil registros por mês.
Como pedir a devolução no caso de golpe do Pix?
Segundo o BC, o cliente tem até 80 dias após a transação para abrir o pedido junto ao seu banco. O processo funciona assim:
- O cliente registra a contestação;
- O banco analisa em até 7 dias;
- Se for comprovada a fraude, o valor pode ser devolvido em até 96 horas;
- Caso a conta do fraudador não tenha saldo suficiente, bloqueios adicionais poderão ser feitos nos depósitos futuros até completar o valor.
Pix continua em alta, mesmo com fraudes
Mesmo com os riscos, o Pix segue como principal meio de pagamento no Brasil. Somente em 2024, movimentou mais de R$ 26 trilhões. As novas regras buscam equilibrar a praticidade da ferramenta com mais segurança para os usuários.