A entrada na União Europeia passa a seguir um novo sistema digital a partir desta sexta-feira (10). A mudança ocorre nos países do Espaço Schengen. O objetivo é reforçar o controle migratório. O processo envolve coleta de dados e substitui o carimbo físico.
Como funciona a entrada na União Europeia agora
O novo modelo elimina o carimbo no passaporte. O registro de entrada passa a ser feito de forma digital.
O viajante deve usar um totem de autoatendimento. Nesse equipamento, será necessário escanear o passaporte.
Depois disso, o sistema solicita dados biométricos. São coletadas impressões digitais e imagem facial.
Em seguida, o passageiro segue para o agente de imigração. O atendimento continua obrigatório nesta etapa.
Quem precisa seguir o novo sistema
O sistema vale para viajantes de fora do bloco europeu. A regra inclui turistas brasileiros.
A medida abrange países do Espaço Schengen. Ao todo, são 29 destinos com livre circulação interna.
Alguns países ficam de fora. Irlanda e Chipre não participam desse modelo.
25 da UE (ou membros plenos do acordo): Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chéquia, Croácia, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Romênia, Suécia.
4 Associados (não UE): Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça.
Por que a entrada na União Europeia mudou
A mudança busca aumentar a segurança nas fronteiras. O sistema digital reduz riscos de fraude documental.
Os dados ficam armazenados por alguns anos. Isso permite verificar entradas e saídas com mais precisão.
Segundo a Organização Mundial do Turismo, o modelo pode melhorar o fluxo no longo prazo. A análise considera o uso de tecnologia em aeroportos.
Além disso, o controle digital ajuda a identificar viajantes. O sistema cruza informações com o documento apresentado.
Filas e adaptação no início
A implementação começou de forma gradual em 2025. Alguns aeroportos registraram aumento no tempo de espera.
O aeroporto de Lisboa foi um dos casos. Houve filas mais longas durante a fase inicial.
A tendência é de ajuste com o uso contínuo. Autoridades esperam redução do tempo ao longo dos meses.
Diferença entre o sistema e o ETIAS
O novo sistema não é o ETIAS. São medidas diferentes no controle de viagens.
O ETIAS será uma autorização eletrônica. Ele deve entrar em vigor no final de 2026.
Já o sistema atual trata do registro na chegada. Ou seja, funciona diretamente na imigração.
Mais informações oficiais podem ser consultadas no site da Comissão Europeia.
O que muda na prática para o viajante
O processo exige mais etapas na chegada. O passageiro precisa interagir com máquinas.
Também será necessário fornecer dados biométricos. Isso não era exigido antes.
Por outro lado, o histórico fica registrado. Isso pode agilizar viagens futuras.
A recomendação é chegar com antecedência. Principalmente em aeroportos com grande movimento.