Não há como negar que há algo de mágico quando paramos tudo o que estamos fazendo em nossas vidas para celebrar e renovar nossas esperanças e nosso kit de boas intenções, em algumas datas especiais.
Acho que é por isso que as efemérides foram criadas. Uma oportunidade para nos desplugarmos das atrocidades do mundo e respiramos um pouco mais aliviados.
Se algumas datas renovam o nosso ânimo e, a partir delas, começamos tudo de novo, com mais fé, amor e compaixão, a Páscoa talvez seja a mais importante dessas datas.
Repleta de significados tanto na religião judaica como na cristã, confesso sou um aficionado pela ideia da ressurreição e de recomeços.
Viver a época pascal nos faz refletir obrigatoriamente sobre seu simbolismo. Da traição de Judas ao calvário de Jesus, não há como ficar indiferente a uma história de mais de dois mil anos
E por aqui Em Terras Lusas, a Páscoa tem lá as suas peculiaridades e magias.
Hoje vamos falar da culinária pascal em Portugal
Apesar de algumas regiões terem as suas especificidades culinárias, a maioria das mesas portuguesas certamente terá os famosos cabrito e borrego assados no forno e o sempre esperado bacalhau.
Se o cabrito é a estrela máxima da festa e o mais tradicional dos pratos, o borrego (carne de cordeiro) é presença obrigatória em muitas regiões do país. Já o bacalhau também marca presença na mesa pascal e pode vir assado com broa ou cozido com batatas e couve.


Se o prato principal é uma delícia sem fim, pode-se dizer o mesmo dos acompanhamentos. E o folar, uma espécie de pão feito em casa, é um ex libris dessa época em Portugal. Ele pode ser doce ou salgado.
Tipicamente do Sul, o folar doce é enfeitado com ovos cozidos que são colocados por cima. Já o folar salgado é recheado com enchidos e é muito típico da região de Trás Dos Montes.

Se a mesa já parece bastante farta, há ainda as tábuas de queijos e de enchidos que complementam o menu do almoço. Normalmente, os queijos são curados e provenientes de várias regiões do país.
Mas como a festa só termina quando as sobremesas são servidas, o Pão de Ló, um bolo de massa muito fina, é um dos doces mais requisitados. Partido com as mãos e bastante úmido, o mais famoso deles vem da região de Ovar.

Se a Páscoa nos faz renascer e recomeçar, sugiro a cada um dos leitores que tire alguns minutos para refletir sobre suas vidas e para avaliar o que está bom ou o que pode ser mudado.
Nada como zerar nosso cronômetros existenciais por alguns momentos e dar novo rumo e propósito às nossas vidas.
Afinal, RECOMEÇAR é PRECISO