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São Paulo mantém uma das menores taxas de mortes violentas do país, aponta Anuário

Estado registra nova redução nos crimes letais, mas relatório chama atenção para desafios como feminicídios, violência sexual e golpes digitais

São Paulo segue entre os estados com os menores índices de mortes violentas intencionais do Brasil. É o que aponta a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23). O levantamento mostra que o estado reduziu em 3,9% os registros desse tipo de crime em 2025 na comparação com o ano anterior, reforçando uma tendência de queda observada nos últimos anos.

As mortes violentas intencionais englobam homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, feminicídios, mortes decorrentes de intervenção policial e mortes de agentes de segurança em serviço ou fora dele. Enquanto o Brasil registrou a menor taxa da série histórica, São Paulo permaneceu entre os estados com os melhores indicadores nesse quesito.

Estado mantém trajetória de redução

De acordo com o Anuário, São Paulo integra o grupo de unidades da federação que apresentaram queda nas mortes violentas em 2025. O resultado acompanha a tendência nacional de diminuição dos homicídios dolosos, dos latrocínios e das lesões corporais seguidas de morte.

Embora o desempenho seja positivo, o relatório destaca que a análise da segurança pública vai além dos crimes letais e aponta mudanças no perfil da criminalidade em todo o país.

Violência contra mulheres segue como desafio

Mesmo com a redução das mortes violentas em geral, o Anuário evidencia que os feminicídios continuam crescendo no Brasil. Em 2025, o país registrou 1.571 vítimas, maior número desde que o crime passou a ser tipificado na legislação brasileira.

O documento também aponta aumento das tentativas de feminicídio e reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção da violência doméstica, proteção das vítimas e responsabilização dos agressores.

Golpes e violência sexual ganham espaço nas estatísticas

Outro aspecto destacado pelo levantamento é a expansão dos estelionatos, especialmente aqueles praticados por meios eletrônicos. O crescimento das fraudes digitais demonstra uma mudança no perfil da criminalidade, exigindo investimentos em investigação especializada e ações de prevenção.

O Anuário também chama atenção para os crimes sexuais, principalmente aqueles cometidos contra crianças e adolescentes, indicando a necessidade de ampliar políticas de proteção e incentivo às denúncias.

Análise vai além dos homicídios

Os pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressaltam que a redução das mortes violentas representa um avanço importante, mas alertam que a segurança pública deve ser avaliada de forma ampla. Indicadores relacionados à violência de gênero, crimes contra crianças, letalidade policial e delitos cibernéticos continuam exigindo atenção das autoridades.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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