Uma cadela farejadora da Receita Federal (RF) levou os agentes até 43 kg de cocaína escondidos na estrutura de um contêiner refrigerado, no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com a corporação, a carga era de suco de laranja concentrado e tinha como destino o Porto de Roterdã, na Holanda.
A apreensão aconteceu nesta quinta-feira (13), durante uma fiscalização em um terminal do maior porto do Brasil. Segundo a Receita Federal, a cadela desconfiou da região dos componentes de refrigeração e indicou aos agentes que havia algo escondido ali. Para acessar a droga, foi necessário retirar a parte traseira do contêiner.
O animal sinalizou justamente uma área destinada ao isolamento térmico, onde os tabletes estavam escondidos. Após a abertura da estrutura, a Receita Federal confirmou a presença da droga e acionou a Polícia Federal (PF), que deverá investigar a tentativa de envio do entorpecente para o exterior. Ninguém foi preso até o momento.
🦮 O que é um cão farejador?
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o cão farejador é um animal treinado para usar o olfato na localização de drogas, armas e munições. Com um nariz extremamente sensível, ele consegue identificar odores mesmo quando os materiais estão escondidos em compartimentos difíceis de acessar.

Durante o treinamento, o cachorro aprende a associar o cheiro de determinada substância a uma recompensa, geralmente um brinquedo. Quando encontra o odor procurado, ele sinaliza ao policial o local onde está o material. Por isso, apesar do nome, o trabalho do animal não é “achar a droga”, mas reconhecer o cheiro dela.
🐶 E não, eles não ficam “doidões” com drogas: os cães não entram em contato nem consomem os entorpecentes durante o treinamento. O principal estímulo é a brincadeira: ao acertar a indicação, o animal recebe o brinquedo como recompensa e entende que encontrou o cheiro correto.
👮♂️ Cão e policial trabalham em dupla: o animal e seu condutor formam o chamado binômio, que passa por treinamentos constantes antes e durante a atuação nas operações. Os cães também têm alimentação controlada, exercícios, acompanhamento veterinário e momentos de descanso para manter a saúde e o desempenho.
A rotina pode durar anos, mas chega um momento em que o cão precisa se aposentar. Segundo a PRF, isso costuma acontecer por volta dos 8 anos de atuação. Já a aposentadoria não termina em abandono! Muitos animais são adotados pelos próprios policiais que passaram boa parte da carreira trabalhando ao lado deles.